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Técnico da seleção chilena critica ‘candidaturas’ de Pellegrini e Sampaoli

Santiago, 1 jul (EFE).- Mesmo com a liderança das Eliminatórias sul-americanas para a Copa de 2014, o técnico do Chile, Claudio Borghi, se mostrou desconfortável com as declarações de Manuel Pellegrini e Jorge Sampaoli – que interessa ao Flamengo – de que sonham treinar a seleção do país.

‘Não gosto nada que Pellegrini e Sampaoli falem de chegar à seleção. Não é bom escutar que outros técnicos querem meu posto. Isso não se faz’, disse o argentino em entrevista publicada neste domingo ao jornal ‘El Mercurio.

Borghi lembrou na entrevista que apenas ele aceitou a missão de assumir a seleção chilena após a saída de Marcelo Bielsa, após participação na Copa do Mundo de 2010, na África do Sul. ‘Fui o único com coragem para assumir a seleção. Então deixem de dizer que estão esperando uma chance. Não é verdade’, disse.

Borghi admitiu irritação com os comentários de Pellegrini, atualmente no Málaga, sobre os atos de indisciplina protagonizados por atletas da seleção nos últimos meses. Em novembro, por exemplo, cinco jogadores, entre eles Valdivia do Palmeiras, chegaram à concentração com sintomas de estarem alcoolizados.

‘Ele não está aqui (no Chile) e não tinha por que falar nada através da imprensa. Quando Pellegrini vem ao Chile, nunca se junta aos colegas, não conversa, não fala de suas experiências’, disparou.

Sobre o desejo expresso pelo técnico do Málaga, Borghi foi sucinto: ‘O que é isso de querer chegar à seleção se seus caminhos se cruzarem? Que assuma se quiser, mas que o faça mesmo. Não diga que não, quando o oferecerem o cargo e depois diga que quer assumir’.

Ao também argentino Jorge Sampaoli, do Universidad do Chile, e que estaria entre os nomes que interessam ao Flamengo para suceder Joel Santana, Borghi falou sobre declarações dadas de que teria sido convidado para suceder Marcelo Bielsa. O técnico da seleção pediu que Sampaoli diga quem o convidou e porque recusou a oferta.

Para finalizar, Borghi também fez críticas a falta de colaboração do seu antecessor. ‘Não deixou nada’, disse o treinador, citando a falta de dados sobre a evolução física dos atletas da equipe nacional. EFE