Técnico da França reclama de arbitragem, mas admite: “Jogamos abaixo do padrão”
Didier Deschamps acredita que seus jogadores ficaram nervosos e foram dominados pelos espanhóis
Didier Deschamps reconheceu, na coletiva após a derrota por 2 a 0 para a Espanha nesta terça-feira, 14, que os tirou da final da Copa do Mundo, que a seleção francesa esteve “abaixo do padrão” e evitou fazer acusações diretas à arbitragem, apesar de insistir que houve “decisões questionáveis” na partida.
“Esse time espanhol é forte. Hoje eles mostraram a qualidade que têm. Jogamos abaixo do nosso padrão, cometemos mais erros técnicos do que de costume”, disse o técnico.
Para ele, a perda de dois titulares para o segundo tempo – o zagueiro William Saliba saiu lesionado ainda no primeiro tempo, e Adrien Rabiot foi substituído no intervalo – foi fundamental para o resultado negativo. “Tenho jogadores de altíssimo nível no banco, mas o Saliba se machucou e o Adrien estava em risco por causa do cartão amarelo. Para vencer, precisávamos estar no nosso máximo, e não estivemos. Por isso estamos extremamente decepcionados hoje”, afirmou.
Deschamps ponderou ainda que parte do problema foi emocional. “Talvez seja pela situação, por não dominarmos bem o jogo. É uma semifinal de Copa do Mundo, e para muitos jogadores aqui é a primeira. Não quero jogar fora tudo o que fizeram até aqui, mas deveríamos ter sido mais perigosos e dificultado mais o jogo da Espanha”.
Sobre a arbitragem, o técnico foi evasivo. Depois de soltar duas indiretas sobre o juiz, de que “ele não esteve a altura da importância da partida”, e ser pressionado a explicar o que queria dizer, Deschamps se esquivou. “Olhem para o jogo. Talvez o pênalti. E outras coisas que aconteceram, mão vou entrar nesse debate de arbitragem, vocês viram o jogo”.
Antes da Copa, em junho, Deschamps anunciara que não ficaria mais à frente da seleção – ele ocupa o cargo de treinador desde 2012. Hoje, depois da derrota, não quis comentar o assunto. “Não é hora de falar sobre o futuro. Estou extremamente feliz e orgulhoso de tudo o que fizemos com a seleção para chegar até aqui”, disse, lembrando o título mundial de 2018, na Rússia, e a final na Copa do Catar. “Hoje não é um momento feliz. Meu sentimento é que não estou feliz”.
A França joga a disputa de terceiro lugar no estádio de Miami, no sábado, 18, contra o perdedor da outra semifinal, entre Argentina e Inglaterra.
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