Técnico da Argentina relembra relação pessoal com a Inglaterra: “Onde conheci minha esposa”
Na véspera de semifinal contra os britânicos, Scaloni relembra Maradona e garante que cansaço não vai prejudicar sua equipe
A Argentina encara a Inglaterra nesta quarta-feira, 15, no estádio de Atlanta, pela outra semifinal da Copa do Mundo, e Lionel Scaloni usou a entrevista coletiva desta terça para tentar manter o discurso do grupo restrito ao jogo. “Estamos bem, com vontade enorme, com a ilusão intacta e com o agradecimento eterno a estes jogadores que nos levaram de novo a uma semifinal de Mundial, com toda a dificuldade que isso representa”, disse o técnico, avisando que o adversário “é um grande rival” e que a expectativa da comissão é “ter a chance de passar”.
A partida também marca os 40 anos da vitória histórica da Argentina sobre a Inglaterra na Copa do México, em 1986, decidida pelos dois gols de Diego Maradona nas quartas de final, a “Mão de Deus” e o “gol do século”. Mas Scaloni não enxerga nenhum significado especial nisso. “Acho que todo mundo lembra desse jogo, lembra a atuação do Diego, lembra sobretudo o segundo gol, que vai ficar guardado nos nossos corações pela beleza. Acho que foi um gol maravilhoso, que qualquer amante do futebol lembra da melhor forma. Foi contra a Inglaterra, por acaso, mas acho que, se tivesse sido contra outro rival, teria sido igual de bonito. Essa é a realidade”.
A seleção argentina vai a campo com o uniforme reserva azul, escolha pedida pela própria delegação à Fifa por motivos históricos: foi de azul que a Argentina bateu a Inglaterra em 1986 e também nas oitavas de final de 1998. O técnico inglês, Thomas Tuchel, já disse que a escolha do uniforme não muda nada para ele. Scaloni nega que tenha pedido o uniforme. “Não sei, eu não pedi para jogar de azul, não sei quem foi”.
O técnico não descartou mudanças diante da dupla ofensiva formada por Jude Bellingham e Harry Kane: “Pode ser que façamos uma marcação especial, mas ainda não informei nem a meus atletas o time titular. São dois grandes jogadores, dos melhores do mundo, que qualquer treinador gostaria de ter”.
O treinador também falou de sua relação pessoal com a Inglaterra. Ele jogou no West Ham por empréstimo no primeiro semestre de 2006, e viveu ali a derrota nos pênaltis para o Liverpool na final da Copa da Inglaterra daquele ano, depois de um empate por 3 a 3 nos acréscimos. ‘Gerrard acertou um chute de 40 e tantos metros, um gol incrível, e isso custou que eu não ficasse no West Ham’, disse. Guarda, porém, boas lembranças do período: ‘Foi um período importante, me mudou para o bem, porque ali conheci minha esposa, conheci meus filhos. Assim é o destino”.
A Argentina jogou a prorrogação em dois dos últimos três jogos, contra Cabo Verde e Suíça, e há um temor na torcida que o time esteja desgastado e isso faça diferença. Scaloni disse que a adrenalina de uma semifinal deixa o cansaço em segundo plano, mas garantiu que não vai arriscar ninguém fora de condição: “Se há um jogador que não está em condições, amanhã não vai jogar, vai jogar quem está bem”.
EM UM SÓ LUGAR







