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#TBT: a homenagem de PLACAR ao Doutor Sócrates

Há oito anos, PLACAR fez uma edição especial com as melhores fotos e reportagens sobre o craque que marcou a história do Corinthians e da seleção brasileira

Por Alexandre Senechal - Atualizado em 5 dez 2019, 19h12 - Publicado em 5 dez 2019, 19h06

A última quarta-feira 4 marcou o oitavo ano desde a morte de Sócrates Brasileiro Sampaio de Sousa Vieira de Oliveira, o “Doutor”, aos 57 anos. Naquele mesmo 4 de dezembro de 2011, o Corinthians venceu o Campeonato BrasileiroPLACAR dedicou uma edição de colecionador para homenagear um dos personagens mais emblemáticos da história recente do futebol e da sociedade brasileira.

Entre os anos 1970 e 1980, Sócrates esteve na capa de PLACAR em quase 80 edições. Em 51 delas, foi a figura de destaque. O doutor protagonizou imagens inesquecíveis, como na revista de número 727, de 27 de abril de 1984, quando se vestiu de Dom Pedro I e afirmou que se o Brasil mudasse, ele recusaria a proposta da Fiorentina e permaneceria no Corinthians. Ele se referia ao movimento das Diretas Já, que reivindicava a participação popular na eleição presidencial. A emenda constitucional proposta pelo deputado Dante de Oliveira não passou na Câmara dos Deputados, e o jogador fez as malas rumo à Itália.

O período de maior destaque na carreira do “Doutor” foi vestindo a camisa do Corinthians. Pelo clube paulista, conquistou três Campeonatos Paulistas (em 1979, 1982 e 1983), mas, sobretudo, ficou marcado por ser um dos líderes da chamada Democracia Corintiana. Enquanto o Brasil vivia os anos de chumbo, todos os funcionários do alvinegro de Parque São Jorge tinham direito a voto para tomar as decisões no planejamento da equipe. Do goleiro ao ponta-esquerda, do presidente ao massagista. A atuação de Sócrates e de outros jogadores – como Casagrande e Wladimir – ajudou a fomentar o debate no país sobre a reabertura política.

O meio-campista também foi marcante dentro de campo. Fez parte do excepcional time da Copa do Mundo de 1982, ao lado de outros craques como Zico, Falcão e Junior. Foi convocado mais uma vez para o Mundial de quatro anos depois. Sócrates, que começou e terminou a carreira no Botafogo de Ribeirão Preto, também vestiu no Brasil, sem tanto brilho, as camisas de Flamengo e Santos. A volta da Fiorentina para o rubro-negro foi tema de outra capa icônica de PLACAR, na edição de número 800, de 20 de setembro de 1985: “Agora o Maracanã vai explodir”. A expectativa de um supertime ao lado de Zico, contudo, não se concretizou.

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