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Suriname confirma propina para dar a voto a Bin Hammam

Dirigente foi suspenso depois de ser acusado de comprar votos para eleição

Por Da Redação 10 jun 2011, 13h05

O presidente da Associação de Futebol do Suriname, Louis Giskus, confirmou que recebeu 40.000 dólares para votar em Mohamed Bin Hammam, do Catar, nas eleições presidenciais da Fifa, no início do mês. O cartola retirou sua candidatura após ser acusado de tentar comprar votos de representantes da Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe (Concacaf) e o suíço Joseph Blatter foi reeleito pela terceira vez.

De acordo com Giskus, o envelope marrom com as notas não foi entregue por Bin Hammam, mas por meio da União de Futebol do Caribe. Porto Rico e Bahamas alegaram que receberam a mesma oferta. “Contamos à Fifa sobre os presentes. Depois que recebemos os presentes, decidimos não usá-los e vamos mantê-los no banco até a Fifa nos indicar o que fazer”, afirmou à agência de notícias Reuters. A Concacaf e a União do Caribe são presididas por Jack Warner, suspenso pelo Comitê de Ética da Fifa no domingo anterior à eleição, pelas mesmas razões de Bin Hammam. O catariano foi afastado de qualquer atividade ligada ao futebol momentos depois de retirar sua candidatura. Ao todo, 25 federações caribenhas foram convidadas a fazer uma reunião com o investigador Louis Freeh, ex-chefe do FBI. Com a suspensão de Warner, seus cargos foram ocupados pelo barbadiano Lisle Austin, mas ele ficou apenas quatro dias no poder. A Concacaf alegou que ele esteve envolvido em irregularidades. Interinamente, o hondurenho Alfredo Hawit comanda a confederação. (Com agência Gazeta Press)

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