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Surfe: sem onda, etapa de Pipeline é adiada pela sétima vez

Previsões da diretoria da prova apontam que Pipeline terá maiores ondulações entre quinta e sexta-feira. A competição termina no sábado

A etapa decisiva do Circuito Mundial de Surfe (WCT) que definirá o campeão da temporada 2014 foi adiada pela sétima vez desde a abertura da janela de competições, por causa das más condições do mar. Da faixa de areia da praia de Pipeline, uma das muitas da província de Oahu, no Havaí, não foi possível ver muitas ondulações entrando e a comissão diretora da Associação de Surfistas Profissionais (ASP) decidiu transferir novamente a etapa, que parou no terceiro round. Uma nova avaliação do mar está marcada para esta quarta-feira, a partir das 15h30 (de Brasília).

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O que Medina precisa para ser campeão no Havaí:

* Se o brasileiro perder na segunda (25º) ou na terceira fase (13º) em Pipeline, precisa torcer para Slater não vencer a etapa, e Fanning não chegar às semifinais. Neste caso, se Fanning cair nas quartas, eles empatarão em pontos e farão uma bateria homem a homem para decidir o título.

* Se perder na quinta fase (9º), Medina tem que torcer para Mick não chegar à final e para Slater não vencer a etapa.

* Se perder nas quartas (5º) ou nas semis (3º), tem que torcer para Mick não vencer a etapa. Neste caso, Kelly Slater não poderia alcançá-lo.

*Se chegar à final, conquista o título, independentemente de qualquer outro resultado dos concorrentes.

Desde a abertura da janela de competições, no dia 8 de dezembro, as baterias só aconteceram em quatro oportunidades, entre segunda e terça-feira, e entre sexta e sábado, quando a etapa foi paralisada novamente, desta vez pelo mar revolto. As ondas de aproximadamente seis metros de altura, quebrando de forma muito irregular na praia de Pipeline, impediram os surfistas, entre eles Gabriel Medina, de cair na água.

O paulista de 20 anos, que pode se tornar o primeiro brasileiro campeão mundial de surfe, só competiu na sexta-feira, quando derrotou Reef McIntosh no primeiro round, passando direto ao terceiro round e vai enfrentar o havaiano Dusty Payne. Dos três candidatos ao título, quem conseguiu cair na água pela última vez foi o americano Kelly Slater, que foi muito bem na repescagem, e teve a maior nota do dia ao pegar um tubo que lhe rendeu 9.57.

Enquanto espera, Medina treina no mar de Pipeline, sob os olhares atentos do técnico e padrasto Charles Saldanha, em um período, ou manhã ou tarde. Medina está completamente focado nas baterias, que a partir do terceiro round, passam a ser decisivas, e diariamente vai de casa para o mar e do mar para casa, e apenas participa dos compromissos da organização prova.

Com 27 baterias faltando para o final da etapa de Pipeline, a diretoria da ASP acredita que em dois dias cheios de competição é possível finalizar o campeonato e definir o novo campeão do WCT. De acordo com previsões da diretoria da prova, maiores ondulações deverão estar entrando em Pipeline entre quinta e sexta-feira. A competição termina no sábado, dia 20 de dezembro.

(Com agência Gazeta Press)