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Suprema Corte aceita recurso e Semenya pode competir entre mulheres

Sul-africana foi obrigada a se medicar para diminuir seu nível de testosterona

Por Da Redação - 3 jun 2019, 16h27

A sul-africana Caster Semenya foi liberada nesta segunda-feira, 3, para voltar a competir entre mulheres no atletismo. De acordo com seus advogados, a Suprema Corte da Suíça deu ganho de causa temporário à atleta de 28 anos, que entrou com recurso contra a decisão da Corte Arbitral do Esporte (CAS, na sigla em inglês) de que mulheres com níveis elevados de testosterona não poderão participar das disputas de 400 a 1.500 metros.

“O Tribunal Federal da Suíça ordenou que a Associação Internacional das Federações de Atletismo (IAAF) imediatamente suspenda a implantação da regulação de elegibilidade contra Caster Semenya, possibilitando a ela competir sem restrições na categoria feminina enquanto seu recurso está pendente”, afirmaram os advogados da sul-africana em um comunicado.

A IAAF estabeleceu um limite de 5 nanomols de testosterona por litro de sangue para provas de meia distância. Semenya, por uma condição endócrina chamada hiperandrogenismo, produz naturalmente o hormônio em excesso. Ela deveria tomar medicamentos para reduzir os seus níveis de testosterona se quisesse competir entre as mulheres.

“Eu sou uma mulher e uma atleta de nível mundial. A IAAF não vai me drogar ou me fazer parar de ser quem eu sou”, afirmou a bicampeã olímpica nos 800 metros, em nota emitida pelos seus advogados na última quarta-feira, quando a atleta entrou com o recurso no Tribunal Federal da Suíça.

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A IAAF declarou que não recebeu qualquer comunicado do Tribunal suíço e que, por isso, não pode fazer qualquer comentário a respeito do assunto. “Não recebemos qualquer informação do Tribunal Federal da Suíça e, por isso, não podemos comentar nada no momento”, disse um porta-voz da entidade máxima do atletismo, sediada em Montecarlo.

(Com Estadão Conteúdo)

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