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Super Bowl: a maior vitrine publicitária do mundo

Por Da Redação - 5 fev 2012, 05h09

Antonio Martín Guirado.

Los Angeles (EUA), 4 fev (EFE).- Mais de 100 milhões de pessoas atentas ao jogo e quatro horas de televisão com constantes interrupções: assim é o Super Bowl, a final da Liga de Futebol Americano (NFL), uma perfeita vitrine publicitária onde um espaço de 30 segundos no ar custa US$ 3,5 milhões.

Perfeita e ao mesmo tempo arriscada. Um desses anúncios pode envolver o público e levá-lo a falar sobre o assunto durante semanas, até meses, com um efeito correspondente sobre as vendas. Mas às vezes o investimento não é rentável.

‘É uma grande aposta com um grande risco, embora sempre dependa do orçamento a ser tratado’, disse à Agência Efe Ana Matonte, diretora de publicidade da agência Arenas. ‘Investe-se uma quantia muito grande e nem sempre se recupera esse dinheiro. Mas é uma oportunidade única para expor o produto e colocá-lo na boca de todo o mundo’, acrescentou.

Sua empresa administrou no ano passado a publicidade nos Estados Unidos da quarta edição série ‘Piratas do Caribe’, que incluiu um anúncio no Super Bowl.

‘Em geral são estreias exclusivas e todo mundo quer falar delas. Em muitos casos são o ponto de partida para muitas campanhas, e a resposta é significativa para o êxito final do produto’, disse Ana.

Nos EUA quase ninguém tem escapatória. O evento televisivo do ano é a desculpa ideal para reunir famílias, amigos e até os que não se interessam pelo esporte à frente da tv.

A razão? Há quem goste do debate sobre qual é o anúncio mais engenhoso, que há décadas apimentam a transmissão. Isso claro, com as campanhas dispondo de cada vez mais dinheiro.

A edição de 2011, o 46ª Super Bowl, foi o programa mais visto da história nos EUA com uma audiência superior a 111 milhões de espectadores.

Ao longo do confronto deste domingo em Indianápolis, entre o New York Giants e o New England Patriots, serão vistos dezenas de anúncios de marcas de carros, bebidas, portais de internet e próximas estreias cinematográficas.

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Até agora estão confirmados anúncios de filmes como o patriótico ‘Act of Valor’, a esperada reunião de super-heróis em ‘The Avengers’, a sequencia ‘G.I. Joe 2: Retaliation’, os de ação ‘Battleship’ e ‘John Carter’ e a última comédia de Sacha Baron Cohen, ‘The Dictator’.

Enquanto isso, ‘Transformers’, um clássico dos últimos anos graças às suas três edições, estará presente com o anúncio da chegada em maio de uma nova atração dos estúdios Universal: ‘Transformers: The Ride – 3D’.

‘Estamos muito animados para apresentar nossa nova campanha durante o cobiçado Super Bowl e fazer com que as pessoas não saiam da poltrona devido ao suspense e às expectativas geradas pelos anúncios, disse Larry Kurzweil, presidente da Universal Studios Hollywood.

Além disso, o intervalo terá um show da cantora Madonna, que interpretará quatro músicas, entre elas ‘Give Me All Your Luvin”, o primeiro single de seu novo álbum, ‘MDNA’, apresentação que contará com participações de Nicky Minaj e MIA.

A diva garante, assim, uma boa chegada ao mercado para o novo trabalho.

Sem voltar muito no tempo, o grupo The Black Eyed Peas, que se apresentou durante o intervalo do Super Bowl de 2011, teve um aumento de 332% nas vendas da música ‘Where Is the Love’ na semana posterior ao evento.

‘Sempre acho curioso ver as loucuras que podem ser feitas’, comentou Itzel Magana, uma jovem sem interesse em futebol americano, mas que nos últimos anos vem acompanhando o evento por tudo que o cerca.

Os intervalos do Super Bowl são marcados por performances históricas. Algumas por sua qualidade, como a de Michael Jackson em 1993, e outras pela polêmica que provocaram, como a de sua irmã Janet em 2004, quando mostrou um dos seios durante sua apresentação com Justin Timberlake.

Desta vez, quem deixará parte do corpo à mostra será o jogador de futebol inglês David Beckham, participará de um anúncio de roupa íntima da empresa H&M.

Com rostos assim, quem não se animaria a dar uma olhada? EFE

mg/cs/ma

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