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Sul-coreano confirma candidatura à presidência da Fifa e ataca Platini

Chung Mong-joon prometeu mudanças na entidade e afirmou que o ex-jogador francês é "mais um produto do sistema atual"

O sul-coreano Chung Mong-joon anunciou nesta quinta-feira que concorrerá ao cargo de presidente da Fifa nas eleições marcadas para fevereiro de 2016. Acionista majoritário da montadora de carros Hyundai, o empresário de 63 anos já foi vice-presidente da entidade que rege o futebol mundial e presidente da federação de seu país.

Mong-joon se apresenta como principal adversário do francês Michel Platini no pleito que definirá o sucessor de Joseph Blatter – que renunciou ao cargo após a revelação dos escândalos de corrupção envolvendo a entidade, em maio. Segundo o sul-coreano, eleger Platini seria dar continuidade à gestão de Blatter.

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“Vai ser muito difícil para o Sr. Platini conseguir quaisquer reformas significativas. Platini conta com o apoio institucional da estrutura atual da Fifa. Ele é muito mais um produto do sistema atual. Se eu for eleito, meu trabalho não será desfrutar do luxo de escritório. Meu trabalho será para mudar isso “, afirmou Chung em entrevista à emissora britânica BBC. O sul-coreano tem fortuna avaliada em 1.2 bilhão de dólares (4 bilhões de reais) segundo a lista de 2015 da revista Forbes.

Até o momento, apenas Platini registrou sua candidatura de maneira formal. O prazo para oficializar a intenção de se eleger à presidência da Fifa é 26 de outubro. O príncipe da Jordânia, Ali bin Hussein (derrotado por Blatter nas últimas eleições, em maio), e os ex-jogadores Zico e Diego Maradona também já manifestaram o desejo publicamente.

Nesta terça-feira, o argentino confirmou que sua candidatura é pra valer. “Há jogadores que me apoiam, tenho que lutar com gente que há muito tempo vem roubando na Fifa. Roubam com luva branca. Vou me candidatar, de verdade. Tenho que lutar contra a máfia”, afirmou Maradona em entrevista à emissora argentina América TV.

(da redação)