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Splitter administra saudade do filho e Varejão confia em Magnano

A Seleção Brasileira de basquete desembarcou em Londres para os Jogos Olímpicos na tarde desta segunda-feira. Enquanto Tiago Splitter precisa administrar a saudade do pequeno filho para defender o time nacional na Inglaterra, Anderson Varejão pode pensar apenas no torneio e aposta na experiência do técnico Rubén Magnano.

‘Tenho visto meu filho diariamente’, afirmou Splitter, que instalou uma câmera no berço de Benjamin, nascido em 14 de junho, nos Estados Unidos, para poder observá-lo através do computador sempre que desejar. ‘Passamos só cinco dias juntos e já me apresentei à Seleção. Realmente, é difícil ficar longe, mas jogar uma Olimpíada é uma situação especial’, declarou.

Afastado dos Jogos desde a edição de Atlanta-1996, o Brasil voltou a garantir vaga no torneio sob o comando de Rubén Magnano. Com a presença de nomes como Nenê, Leandrinho, Anderson Varejão e Marcelinho Huertas, além de Splitter, o time é candidato a um lugar no pódio, mas o atleta do San Antonio Spurs mantém a cautela.

‘Temos confiança em nós mesmos desde o começo. Fizemos boas partidas e é claro que isso despertou a atenção de outros países, mas nós continuamos pensando igual. Somos humildes, sabemos do nosso potencial e vamos jogar pensando em ganhar cada partida de uma vez’, afirmou.

Já Anderson Varejão manifestou confiança na vivência do técnico Rubén Magnano, que conduziu a Argentina a um improvável título nos Jogos Olímpicos de Atenas-2004 com direito a uma vitória sobre a poderosa seleção dos Estados Unidos ao longo da campanha.

‘Ele tem um currículo muito bom, é um líder para a gente. Já viveu uma Olimpíada, sabe como é o cotidiano na Vila e vai fazer uma programação boa. Com a experiência que tem, vai fazer tudo da melhor forma possível para estarmos sempre 100% nas partidas’, afirmou.

Durante o período de preparação para os Jogos de Londres, a Seleção enfrentou adversários de alto nível, como Estados Unidos e Argentina. Para ter sucesso nas Olimpíadas, de acordo com Varejão, o time deve manter a intensidade durante toda a partida, algo que faltou aconteceu na derrota recente diante da França.

‘O mais importante foi ter jogado de igual para igual com todos. Como está muito nivelado, os detalhes vão fazer a diferença. Contra a França, por exemplo, foi mais vacilo nosso, porque começamos o último quarto com 10 pontos de vantagem. Agora, temos que errar o mínimo possível para brigarmos por uma medalha’, disse.