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Sorteio da Copa: 4 potes, 32 bolinhas e uma taça em jogo

Chegou a hora de conhecer 48 dos 64 confrontos do torneio. A definição dos 8 grupos, na Costa do Sauípe, desperta a expectativa de centenas de milhões

Por Giancarlo Lepiani, da Costa do Sauípe 6 dez 2013, 04h01

Pela força das equipes colocadas nos quatro potes, pela provável presença de duas campeãs mundiais numa mesma chave e pela enorme variedade de cenários dentro do sorteio, a cerimônia tem tudo para bater um recorde histórico de audiência

Chegou, enfim, a hora de conhecer 48 dos 64 jogos da tabela da Copa do Mundo do Brasil – e, claro, saber qual pode ser o caminho de cada seleção desde a estreia até o título. Entre o primeiro jogo e os túneis do Estádio do Maracanã, por onde passarão as duas equipes finalistas em 13 de julho de 2014, o caminho pode ser longo (até 5.500 quilômetros só na primeira fase) e incômodo (algumas equipes trocarão o vento gelado do Sul pelo sol escaldante do Norte e Nordeste). Para os mais iluminados, pode ser mais simples (o percurso mais curto na fase de grupos é de 772 quilômetros) e confortável (com três jogos disputados dentro de uma mesma região). São, de fato, variáveis que podem mudar dramaticamente os rumos da competição. Mas o que importa mesmo, evidentemente, é a definição mais aguardada por todas as 32 seleções participantes: os três primeiros rivais dentro da competição. Eles serão revelados nesta sexta-feira, a partir das 14 horas (de Brasília), no sorteio dos grupos da Copa, na Costa do Sauípe, na Bahia.

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Pela força das equipes colocadas nos quatro potes, pela provável presença de duas campeãs mundiais numa mesma chave e pela enorme variedade de cenários dentro do sorteio – desde a possível formação de alguns dos grupos mais difíceis já vistos num Mundial até a montagem de chaves que pouca gente esperaria ver -, a cerimônia conduzida pelo secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, e apresentada pelo casal global Fernanda Lima e Rodrigo Hilbert tem tudo para bater um recorde histórico de audiência (200 países receberão as imagens ao vivo). É difícil lembrar de um sorteio tão esperado antes de uma Copa. Oito lendas do futebol, uma de cada país que já levantou a taça, serão os responsáveis por selar os destinos dos times classificados. O Brasil, anfitrião, é o único que já tem sua posição na tabela definida: é o A1, cabeça-de-chave do primeiro grupo, com estreia marcada para São Paulo, o segundo jogo em Fortaleza e o terceiro em Brasília. Faltam os três primeiros adversários dentro do que pode ser o início da campanha do hexa.

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Antes da seleção das bolinhas nos quatro potes – num procedimento considerado complicado, cercado de controvérsia nos dias que antecederam a festa -, o Brasil apresentará ao mundo um pouco da imagem que pretende exibir no ano que vem. Criado pelo diretor da Globo Luiz Gleiser, o espetáculo terá shows de Emicida, Margareth Menezes, Olodum, Alexandre Pires, Vanessa da Mata e Alcione. Gleiser disse que espera mostrar um país criativo e harmônico – mas seus planos foram manchados por uma inusitada polêmica a respeito de racismo, depois que Camila Pitanga e Lázaro Ramos foram preteridos como apresentadores. A Fifa e a organização do evento se irritou com o assunto, principalmente por desviar o foco dos preparativos para um evento tão aguardado. Mas o papel de Fernanda e Hilbert, o trabalho de Valcke no comando dos trabalhos, o cenário, o palco e os discursos – a presidente Dilma Rousseff e o presidente da Fifa, Joseph Blatter, deverão fazer seus pronunciamentos – são todos aspectos secundários da festa. O mundo estará de olho mesmo é em cada pedaço de papel colocado dentro das bolinhas do sorteio.

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