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Sorrindo, Leão dá susto e interrompe 3h de pagode na concentração

Para dar ao São Paulo o seu primeiro título desde o Brasileiro de 2008, Emerson Leão resolveu confinar seus atletas por duas semanas no Centro de Formação de Atletas de Cotia. E testou também sua autoridade na concentração que deve acabar nesta quarta-feira, chegando a interromper uma roda de pagode, passatempo dos jogadores.

‘Estávamos eu, o Cléber Santana, o Cícero. Foram umas três horas tocando pagode. Aí o Leão chegou e todos travaram: um jogou pandeiro para o lado, o outro jogou o cavaquinho. Ele riu e pediu para parar. O Cañete, argentino, não entendeu nada’, gargalhou Lucas.

O episódio é mais uma boa lembrança que o meia-atacante diz guardar do local. Oriundo das categorias de base do Tricolor, o camisa 7 morou entre 2006 e 2010 no centro de treinamento, e se alegra por ter a oportunidade de relembrar do que viveu antes de se juntar aos profissionais. Ele não reclama nem da concentração.

‘Está bastante legal. Os mais velhos ficam mais irritados porque têm esposa, filhos, ficam com mais saudades. Mas eu, que sou jovem, já fiquei muito tempo aqui. A concentração não me atrapalha muito, não. Sempre procuro algo para me distrair: jogar carta, pagode, sinuca, encho o saco de alguém…’, continuou sorrindo.

Existe, porém, um sentimento de ‘vingança’ destinado aos mais jovens. ‘Zoamos todos, mas pegam mais no pé dos mais jovens. Sofri quando cheguei, os mais velhos iam ao quarto bagunçar. Agora faço isso também. Quando os moleques da Copinha estavam aqui, eu batia no quarto e saia correndo…’, relatou Lucas, de 19 anos. ‘Fiz muita molecagem. Ainda sou muito criança.’

Publicamente, o que Lucas mais exalta é o ambiente que o elenco tem vivido após 13 dias de concentração. ‘Todos brincam, conversam. Não tem intriga nem alguém com cara de lado. O ambiente é o melhor possível’, contou. ‘Fico muito contente por estar aqui, voltando aos velhos tempos’, alegrou-se.