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Sobe-e-desce do Brasileirão-2011: quem saiu ganhando?

Veja os destaques positivos e negativos desta edição do campeonato nacional

Por Da Redação 3 dez 2011, 14h44

Que lições deixa o Brasileirão de 2011? Quais personagens ficarão marcados pela participação nesta edição do campeonato? Quais equipes lembrarão para sempre da campanha deste ano? Para muitos, será um torneio para se apagar da memória. Para alguns outros, uma grande conquista ou uma oportunidade de reverter percepções negativas e enterrar de vez reputações injustificadas. A seguir, os destaques positivos e negativos da competição – e as tendências que eles apontam para a edição 2012 do Brasileiro.

Sobem…

Clubes cariocas. Depois de dois títulos em sequência, com Flamengo e Fluminense, o Rio colocou mais um clube na corrida pela taça em 2011, o Vasco. Fla, Flu e Botafogo também marcaram presença na parte de cima da tabela no decorrer da competição.

Jogadores “nota 7”. O Brasileirão foi dos atletas rodados, discretos e competentes, decisivos quando os supercraques estavam apagados. O Corinthians, de Liédson, Alex, Danilo e Emerson, é a grande prova disso.

Corinthians. Em 2010, falhou ao deixar o título escapar na reta final. Neste ano, está a um ponto da conquista nacional, que não vem desde 2005, na era MSI. Demonstra que enfim conseguiu se estruturar melhor.

Vasco. Recuperado do trauma da queda à Série B, voltou a ser protagonista. Além de campeão da Copa do Brasil e semifinalista da Sul-Americana, chegou à última rodada do Brasileirão com chances de levar a taça.

Fluminense. Não repetirá a conquista de 2010, é verdade. Mas parece ter engrenado uma boa sequência nos pontos corridos – e volta a terminar o campeonato no pódio em 2011, com o goleador Fred como destaque.

Tite. O técnico gaúcho não arranca suspiros dos torcedores, que costumam desconfiar de seus trabalhos à frente de grandes times – o que não aconteceu neste ano. Fez de um time limitado o favoritíssimo à taça de 2011.

Pontos corridos com clássicos no fim. É cada vez mais difícil achar quem insista na volta dos mata-matas – ainda mais agora, com a novidade dos clássicos nas rodadas finais, uma mudança que aumentou ainda mais a emoção da reta final do campeonato.

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Repercussão no exterior. Com astros de volta ao país e o fenômeno Neymar, a briga pelo título brasileiro foi notícia na imprensa esportiva internacional, coisa que raramente ocorria no passado. Espanha, Itália e vários outros publicaram notícias sobre o torneio.

Descem…

Clubes mineiros. Sem o Mineirão, fechado para obras visando a Copa de 2014, os três clubes de Minas – Cruzeiro, Atlético-MG e América-MG foram mal no campeonato. Até a última rodada, havia a possibilidade real de o Cruzeiro ser rebaixado com o América.

Medalhões. Neste campeonato, não deu certo investir em craques renomados. As contratações de Ronaldinho Gaúcho, Luís Fabiano, Adriano e Rivaldo não tiveram o efeito esperado para suas agremiações.

São Paulo. Tricampeão em 2006, 2007 e 2008, o clube de melhor estrutura do país dava sinais de que dominaria o formato de pontos corridos por anos a fio. Completou três anos sem ser protagonista do torneio.

Cruzeiro. Mesmo que se salve da queda, a equipe mineira, que se destacou nos últimos anos pelo bom futebol, elencos fortes e boa participação em quase todos os torneios que disputa, teve um Brasileirão para esquecer.

Internacional. Já está cultivando uma fama indesejada – a de equipe supervalorizada, e que nunca justifica o status de favorito. Nos últimos anos, sempre entrou com reputação de candidato à taça. Não vence desde 1979.

Luxemburgo. O técnico que tinha fama de mestre dos pontos corridos entrou na luta pelo título com um elenco caro e o apoio da maior torcida do país. De novo, morreu na praia – em nenhum momento brigou no topo.

Poupar atletas e montar times mistos. O sucesso do Vasco no Brasileirão mostrou que é possível competir de verdade por um título nacional mesmo depois de garantir um grande objetivo no primeiro semestre, como a conquista da vaga na Copa Libertadores.

Grandes públicos nas arquibancadas. A preparação para a Copa de 2014 tornou bem mais raro ver um jogo com público superior aos 30.000 torcedores. Com grandes palcos fechados – Maracanã e Mineirão seguem em obras – a média de público não foi nada boa.

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