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Sob tempestade e temor de raios, São Paulo aprimora finalizações

Emerson Leão utilizou o período da tarde do único dia em que trabalhará em dois turnos nesta semana para aprimorar um dos problemas do São Paulo: as finalizações. Os jogadores seguiram trabalhando, em treino que durou uma hora, mesmo sob tempestade e raios e trovões que rondavam o CCT da Barra Funda.

O clima dos céus na zona oeste da capital paulista gerou temor nos profissionais do clube principalmente na segunda metade do exercício. O local, que já teve casos de desmaio por conta de raios no gramado, é repleto de avisos pedindo para que qualquer um deixe o campo e se dirija a edificações cobertas em caso de tempestades.

O treinamento executado por Leão, contudo, seguiu normalmente, apesar da apreensão de seguranças que consideravam ser mais cauteloso interromper a atividade. Ninguém, entretanto, foi até o técnico avisar da preocupação, deixando-o à disposição para trabalhar por uma hora no campo.

A primeira parte das atividades foi física, com bola, como gosta o comandante. Os atletas foram separados em grupos para trocar passes entre si, com os pés e a cabeça, de uma linha de fundo à outra. Na sequência, tinham que executar passes mais longo, sempre com um toque na bola.

Depois, Leão se dedicou às finalizações – após a derrota de domingo para o Palmeiras, por 1 a 0, o técnico teve a sensação de que seu esquema ofensivo deu certo por conta das oportunidades criadas, mas lamentou bastante a dificuldade do time em balançar as redes adversárias.

Os atletas utilizaram o campo todo. Divididos em duplas, iam de um gol a outro tocando a bola para enfrentar o goleiros Denis de um lado e, do outro, Leonardo e Léo, que se revezavam embaixo de uma meta – Rogério Ceni voltou a ser poupado por conta de dores no tornozelo esquerdo, mas não deve ser desfalque para enfrentar o Santos, no domingo.

Durante o exercício, uma tempestade desabou sobre o CCT da Barra Funda, com raios e trovões cada vez mais fortes. Jogadores como Lucas e Luis Fabiano chegaram a pular de susto. Mas Leão não se intimidou, continuava gritando e cobrando melhor posicionamento do corpo para que os chutes saíssem corretamente.

Às 17 horas (de Brasília), o técnico apitou para que todos, enfim, pudessem ir à lateral do campo e partissem correndo para um local coberto, com gritos e brincadeiras. Leão deixou o gramado gargalhando das piadas que ouviu dos comandados. Por uma hora, fez com que todos suportassem tempestade, raios, trovões e temor para conseguir os gols que podem levar a equipe à Libertadores de 2012.