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Sob pressão, Cameron avisa: ‘Vamos aproveitar a chance’

No dia em que lança iniciativa para promover Grã-Bretanha em meio aos Jogos de Londres, primeiro-ministro ouve críticas - mas acha que seu país vai brilhar

Por Giancarlo Lepiani, de Londres 26 jul 2012, 11h02

Cameron teve de ficar na defensiva bem num momento em que foi alvo de alfinetadas que não estavam no roteiro – como as críticas de Mitt Romney, que está em Londres

A caminho de ser fotografado com o Estádio Olímpico de Londres ao fundo, o primeiro-ministro David Cameron parecia seguro e absolutamente convicto de que a Grã-Bretanha vive um momento extraordinário em sua história. “Vejam o que somos capazes de fazer mesmo numa época tão difícil na economia mundial”, disse ele, em entrevista coletiva concedida na manhã desta quinta-feira, na região leste da capital – sede do novíssimo Parque Olímpico e palco de uma empreitada de 9,3 bilhões de libras, quase 30 bilhões de reais. Falando na véspera da cerimônia de abertura, o premiê não parecia ter sentido o peso da responsabilidade, mesmo com as falhas registradas no primeiro dia de competições, e mesmo depois de inesperadas críticas que azedaram o gosto da festa. Antes de visitar o Parque Olímpico, Cameron abriu um fórum de negócios e discursou para dezenas de presidentes de empresas de primeiro escalão. Os britânicos esperam atrair até 13 bilhões de libras em investimentos a partir dos Jogos, e acham que a conferência é o pontapé inicial para essa avalanche de recursos. No encontro com os CEOs, no entanto, o primeiro-ministro foi cobrado por pelo menos duas gigantes dos negócios. A caminho da entrevista, também teve de ouvir que Mitt Romney, candidato de oposição à Presidência dos Estados Unidos, colocou em dúvida o grau de preparação de Londres para a Olimpíada.

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