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Sob a sombra de escândalo, Fifa realiza eleição

Apesar do impacto das revelações sobre corrupção na entidade, o atual presidente Joseph Blatter ainda é o favorito contra o jordaniano Ali bin al Hussein, seu único rival no pleito

Por Da Redação 29 Maio 2015, 08h23

Dois dias depois da prisão de sete de seus dirigentes acusados de corrupção, a Fifa realiza nesta sexta-feira em Zurique, na Suíça, a eleição para decidir quem será o presidente da entidade. Sob impacto do escândalo, o atual presidente Joseph Blatter perdeu apoios importantes em sua tentativa de mais uma reeleição – o cartola está no poder desde 1998 -, mas continua o favorito contra seu único adversário no pleito, o príncipe jordaniano Ali bin al Hussein. A contagem dos votos, que deve ter início às 12h (de Brasília), acontece durante o 65º Congresso da entidade, realizado com pompa, apesar das circunstâncias, na arena Hallenstadion.

Do lado de fora do evento, manifestantes que pediam maior fiscalização nas obras da Copa de 2022, no Catar, e grupos pró-palestina protestavam. Uma das ativistas pró-Palestina conseguiu entrar no local do Congresso, interrompendo uma fala de Blatter, mas foi rapidamente contida pelos seguranças. Em seguida, houve uma ameaça de bomba, mas a polícia suíça concluiu que era apenas um alarme falso. A eleição da Fifa nesta sexta foi mantida por insistência de Blatter, que rejeitou os pedidos de adiamento do evento depois das revelações sobre o esquema de corrupção. O chefe da Fifa, aliás, também rejeitou o “conselho” do presidente da Uefa, Michel Platini, para que deixasse o cargo.

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Favorito absoluto na eleição antes das prisões, o cartola suíço continua com chances maiores de vencer, mas sofreu um revés nos últimos dois dias, com muitas das 209 confederações declarando apoio a Ali bin al Hussein. Além da Uefa, de Platini, o príncipe jordaniano também ganhou o apoio das federações dos Estados Unidos, do Canadá, do Panamá, da Austrália e da Nova Zelândia.

O presidente da Federação de Futebol da Holanda, Michael Van Praag, que era um dos postulantes à presidência da entidade, mas retirou sua candidatura e agora apoia o jordaniano, opinou que o príncipe tem chances de ganhar e adiantou que, se isso não ocorrer, o resultado final será bastante apertado. “Nunca acreditei nos blocos e nesta ocasião há alguns que estão claramente divididos. Esta votação é secreta e cada um pode fazer o que quiser”, acrescentou.

Durante a chegada ao Hallenstadion, vários delegados se negaram a falar com os jornalistas, mas aqueles que aceitaram fazer declarações estavam divididos quanto a suas preferências.

Delegados de países africanos e de pequenas ilhas que contam com federações nacionais de futebol com direito a voto no Congresso manifestaram seu apoio a Blatter. Por outro lado, os europeus que responderam aos questionamentos da imprensa foram unânimes em apoiar o príncipe jordaniano.

(Com agência EFE)

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