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Simular falta é pior que racismo, diz dirigente italiano

Giovanni Malagò, presidente do Comitê Olímpico da Itália, depois tentou se explicar e reconheceu que há "certa tolerância" com o preconceito no país

O presidente do Comitê Olímpico do país, Giovanni Malagò, causou controvérsia nesta quarta-feira, 25, ao comentar sobre os recentes e cada vez mais constantes casos de racismo no futebol italiano. O dirigente comparou os gestos de preconceito a casos de simulação de atletas. Depois, admitiu que foi infeliz.

“Cada um dos componentes do mundo do futebol deve dar um salto de nível. Não é uma frase salomônica, mas é necessário envolver mais gente, a partir de dirigentes e jogadores de futebol. Veja aqueles que fingem sofrer uma falta. Isso é uma coisa gravíssima, que exemplo se dá? Erra quem vaia um jogador negro, mas erra ainda mais quem ganha 3 milhões de euros e se joga na área, talvez até feliz em conseguir o pênalti se o árbitro não for checar que não foi no VAR”, afirmou Malagò, em entrevista à Radio24.

Mais tarde, em um evento no complexo esportivo Foro Italico, Malagò ainda refez seu pensamento. “Não digo que aqueles que se jogam na área sejam piores do que aqueles que fazem coros racistas, mas cada um deve fazer sua parte de um jeito eticamente melhor”, disse.

Por fim, o dirigente ainda reconheceu que, na Itália, realmente há uma certa tolerância em relação aos casos de racismo. “Na Itália, existe permissividade, uma certa tolerância, com aqueles que vaiam ou jogam uma banana”, completou. Nas últimas semanas, atletas negros, como o belga Romelu Lukaku, da Inter de Milão, tem sido vítima de ofensas racistas no país.