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Sheik quer que atletas e torcedores esqueçam incidentes do Equador

Assim como todos os colegas, Emerson não fez questão de esconder sua insatifação com o clima hostil e a arbitragem do jogo de ida contra o Emelec, no Equador, pelas oitavas de final da Libertadores. O atacante, no entanto, pede que elenco e torcida esqueçam os incidentes e se concentrem apenas em garantir a classificação na quarta que vem, em São Paulo.

‘Não foi bacana, mas vamos deixar que a diretoria e o treinador façam as cobranças’, aconselhou o camisa 11, apontado pelos companheiros como vítima de perseguição do árbitro colombiano José Hernando Buitrago, que teria deixado de marcar faltas sobre ele durante o empate sem gols, em Guaiaquil.

‘Tive uma impressão dentro do campo e assisti ao jogo depois. Pô, não foi legal. Não foi legal mesmo. Não sei se ele agiu de má fé ou se é ruim mesmo’, disse o Sheik. ‘Os meninos (jogadores) estavam reclamando muito, até procurei dizer a eles que não adiantaria, que seria melhor jogar futebol. Eu não estava mais ligando. Algumas faltas claras não foram marcadas, mas acho que faz parte da competição a gente pegar esse tipo de arbitragem. Temos que nos concentrar no nosso trabalho’.Apesar da insistência em dizer que o melhor para o Corinthians é focar apenas o futebol, Emerson mostrou-se favorável às contundentes reclamações do técnico Tite e do presidente Mário Gobbi, que classificaram como vergonhoso o desempenho de José Buitrago. ‘É lógico que ficamos chateados. Se a gente levasse dois gols lá, seria complicado reverter. Todo um trabalho, todo um planejamento, todo um sonho acabaria caindo por terra por causa de um indivíduo’.

Diretoria e torcida do Emelec também foram alvos da chiadeira alvinegra. O clube equatoriano não fez questão de ser gentil e, sob a justificativa de que o campo precisava ser preservado por causa da chuva, impediu que o Corinthians fizesse o treino de reconhecimento do Estádio George Capwell. Já os fanáticos obrigaram os atletas do Timão a inalarem spray de pimenta enquanto se aqueciam. Emerson acha que o time brasileiro não precisa criar clima semelhante para vencer o jogo no Pacaembu.

‘O pessoal fala que é normal a torcida jogar copo com urina e a porrada comer solta. Pô, eu não acho isso legal, não acho normal. Mas temos que trabalhar, não podemos ficar fora dos jogos. Eu, particularmente, não concordo com porrada para tudo quanto é lado, com o pessoal jogando xixi e pedra. Espero que a torcida do Corinthians não faça isso’, completou.