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Sharapova é suspensa pela ITF até julgamento de caso de doping

Federação Internacional de Tênis afasta tenista russa flagrada em teste antidoping realizado no último Aberto da Austrália, em janeiro

Por Da Redação 8 mar 2016, 14h11

A Federação Internacional de Tênis (ITF, na sigla em inglês) divulgou um comunicado oficial anunciando a suspensão de Maria Sharapova a partir de 12 de março por ter sido flagrada em exame antidoping durante o último Aberto da Austrália, em janeiro. “A senhora Sharapova estará provisoriamente suspensa a partir de 12 de março até a definição do caso”, comunicou a ITF, sem informar quando o caso da russa será julgado.

A ITF detalhou que a atleta russa submeteu-se a teste no dia 26 de janeiro, quando disputava o Grand Slam australiano. A amostra foi analisada pela Agência Mundial Antidoping (Wada), e o resultado foi positivo para a substância Meldonium, que aumenta o fluxo sanguíneo e pode ser encontrada em remédios para tratar doenças como isquemia. “De acordo com o artigo 8.1.1 do Programa Antidoping da ITF, Sharapova foi acusada, no dia 2 de março, de violar a regra antidoping”, diz o comunicado.

Em anúncio nesta segunda-feira, a russa disse que há dez anos tomava um medicamento à base de Meldonium, mas que não sabia que a substância havia entrado na lista de substâncias proibidas da Wada no começo deste ano. E assumiu a responsabilidade: “Eu cometi um grande erro. Decepcionei meus fãs e o esporte”, disse a atleta de 28 anos, dona de cinco Grand Slams na carreira.

Após a notícia do doping, os patrocinadores de Sharapova – a gigante esportiva Nike, a empresa suíça de relógios TAG Heuer e a montadora alemã Porsche – resolveram encerrar seus contratos com a tenista.

Repercussão – A Associação das Tenistas Profissionais (WTA, na sigla em inglês) também se posicionou sobre o doping da número 7 do ranking mundial feminino. “Estou muito triste por ouvir esta notícia. Maria é uma líder e sempre soube que é uma mulher com grande integridade. Ainda assim, como ela bem sabe, é responsabilidade de cada jogador saber o que coloca em seu corpo e se é permitido. A WTA apoiará as decisões encontradas durante o processo”, garantiu o CEO da WTA, Steve Simon.

(Com Estadão Conteúdo)

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