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Sem talento para cantor, Emerson usa os pés e deixa a torcida gritar

Por Da Redação
5 jul 2012, 00h13

Emerson deixou La Bombonera na semana passada dizendo não ser cantor, em uma direta provocação a Riquelme, que havia usado demais a voz para reclamar. Nesta quarta-feira, o atacante corintiano provou que seu talento vem dos pés e marcou os dois gols do título da Copa Libertadores diante do Boca Juniors, no Pacaembu.

Ambos saíram na etapa final. O primeiro, aos oito minutos, foi em assistência de calcanhar de Danilo, dentro da área. Ele aproveitou bobeada da defesa e fuzilou o goleiro Sebastián Sosa – Orión saiu antes do intervalo, contundido. O segundo gol, aos 27, foi todo construído pelo próprio camisa 11, que interceptou passe, disparou em direção à área e tocou na saída do arqueiro.

O balanço da rede só comprovou o que o começo do confronto já prenunciava: Emerson estava encardido. Aos 16 minutos, ele colocou a bola entre as pernas de um marcador, ganhou escanteio e levantou os braços, pedindo que a torcida se levantasse e gritasse mais forte. Mais tarde, ganhou na velocidade do lateral esquerdo e fez cruzamento perigoso. Na primeira etapa, ainda sobrou tempo para um humilhante toque de letra próximo à linha de fundo.

Depois dos gols, a festa foi crescendo junto com seu futebol. Com o grito de campeão fora da garganta dos torcedores, o atacante pôde desfilar um pouco mais da habilidade que levou a três títulos brasileiros consecutivos, sendo o último pelo próprio Corinthians, no ano passado. Com dribles desconcertantes em bolas que poderiam ser tocadas, ele foi enervando um a um os jogadores do Boca, que respondiam com entradas duras e eram punidos com cartão amarelo.

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Sem medo de ninguém, o favelado Emerson – como ele próprio se definiu em Buenos Aires – perdeu forças no fim do segundo tempo. Curvou-se, colocou as mãos sobre os joelhos e perguntou ao técnico Tite quantos minutos de jogo ainda restavam. Restavam poucos, mas o suficiente para o treinador chamar o zagueiro Wallace e substituí-lo. Um alteração para acelerar o relógio e dar o devido reconhecimento ao herói.

Saindo de campo lentamente, o autor dos dois gols teve o apelido ‘Sheik’ entoado e foi muito aplaudido pela torcida. Que desde o apito inicial não tinha dúvida: nesta noite, o Corinthians tinha que ganhar.

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