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Sem Neymar, Felipão avisa: ‘Agora é a hora dos outros 22’

<p>Técnico considera ‘superada’ a perda do craque: ‘Ele fez sua parte, mas agora já temos outro foco’. Ele não revelou o substituto para terça (que já está escolhido)</p>

Por Giancarlo Lepiani, de Belo Horizonte Atualizado em 11 jan 2022, 19h47 - Publicado em 7 jul 2014, 18h32

“Jogaremos pelo Neymar, por tudo o que ele fez pela gente, mas também por nós mesmos e por todo o país”

Enquanto torcedores preparam máscaras com o rosto de Neymar para homenagear o craque na semifinal de terça-feira, no Mineirão, contra a Alemanha, o técnico Luiz Felipe Scolari procura deixar o assunto no passado. Apesar de valorizar o papel do craque na campanha do time nesta Copa do Mundo, Felipão parece preocupado em virar a página, transferindo os holofotes para os demais integrantes do grupo. Ele já sabe quem será o substituto do camisa 10, mas não quis revelar sua escolha. De qualquer forma, o treinador espera que todos os outros 22 atletas do grupo contribuam de alguma forma para suprir a ausência do principal jogador do Brasil. “Desde o início nós trabalhamos com a ideia de superação. Desde o início foi preciso superar algumas deficiências nossas para passar de fase”, lembrou ele.

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Scolari também procurou levantar o moral dos demais atletas, tratando de evitar que sejam vistos como meros coadjuvantes de uma estrela solitária. “O Neymar não estará presente na semifinal, mas os outros 22 jogadores foram escolhidos a dedo e sabem que são especiais. Disse a eles na Granja Comary que ser reserva de uma seleção é ser especial, porque trata-se de quem entra num momento especial do jogo. Às vezes ele é até mais importante do que o atleta que está jogando”, exagerou o treinador. “Vamos sentir muita falta da competitividade e da alegria do Neymar, é claro. Mas temos um grupo em ótimas condições de superar tudo isso e seguir em frente. Vamos buscar o objetivo do grupo inteiro, que é passar à final.” Felipão disse ainda que a perda do craque, ocorrida há apenas três dias é uma situação que “já foi superada”.

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“Já temos outro foco, outro envolvimento, e temos de trabalhar assim a partir de agora”, lembrou o técnico, que ainda negou tratar da contusão do camisa 10 como um argumento para motivar ainda mais sua equipe na terça. “A motivação adicional que temos é a chance de ir à final em casa. Naturalmente, ao nos deixar, o Neymar deixou um pouco dele conosco e levou um pouco de nós com ele. Mas já encerramos essa fase da tristeza desde o momento em que soubemos que não poderíamos mais contar com seu futebol. Ele também ajudou na sua despedida, ao fazer com que os jogadores entendessem que a parte dele já tinha sido feita e que agora era a vez dos outros 22. Jogaremos pelo Neymar, por tudo o que ele fez pela gente, mas também por nós mesmos e por todo o país.”

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