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Sem equipe, Rubinho desabafa: ‘Não vou ficar pedindo para dirigir’

Com seu contrato com a Williams chegando ao fim, o brasileiro Rubens Barrichello precisa encontrar outra equipe para fazer a 20temporada da sua carreira na Fórmula 1. Na era dos pilotos pagantes, o veterano de 39 anos garante que não vai pedir para correr, pois já tem um currículo vasto, que o credencia a continuar na categoria.

‘Acho que seria triste ficar preocupado com o futuro. Tive 19 temporadas muito bonitas. Estou fazendo isso há tanto tempo, sendo procurado para isso. Eu ainda sinto que tenho juventude e não vou sair pedindo para dirigir. Se alguém quer que eu dirija em uma base competitiva, é porque acha que posso fazer um bom trabalho. É por isso que estou aqui’, declarou na entrevista coletiva oficial do GP do Brasil, que será realizado em Interlagos, neste final de semana.

A Williams negocia com o finlandês Kimi Raikkonen para ser o parceiro do venezuelano Pastor Maldonado, financiado pelo governo de seu país e com vaga praticamente garantida. Uma das opções é a Renault, já que o polonês Robert Kubica, seriamente lesionado em uma prova de rali, em fevereiro, anunciou que está fora do início da próxima temporada.

Vice-campeão em 2002 e 2004 e recordista de provas disputadas na categoria, Barrichello tem como concorrentes os jovens Romain Grosjean, Vitaly Petrov e o compatriota Bruno Senna. ‘Eu acho que é mais difícil para os caras novos. Eles tem que se acostumar com os botões. Nós somos velhos, já estamos acostumados com tudo isso. Acho que não precisamos de caras mais novos’, brincou.

Com discurso otimista no início da temporada, Barrichello marcou apenas quatro pontos, com dois nono lugares em Mônaco e no Canadá.