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Sem enganar torcida, Leão diz: é melhor ser otimista que covarde

Por Da Redação 19 nov 2011, 08h05

No São Paulo, tem sido rotina as promessas até de vencer dez jogos seguidos, e Emerson Leão adotou frases do tipo. Desde que foi contratado, manifestou como ‘normal’ ter 100% de aproveitamento nas sete partidas em que comandaria o time no Brasileiro. Até agora, só tem uma vitória, mas nega enganar. O técnico considera que ele e seus comandados dão um exemplo de coragem e profissionalismo.

‘Não estamos enganando o torcedor, estamos falando a verdade. Trabalhamos todos os dias, não jogamos biribol aqui’, declarou, reforçando as palavras de otimismo em relação às três rodadas que restam na liga nacional e avisando que não perdoará quem pensar diferente.

‘Se algum atleta disser ‘está horrível, vamos fazer pior e por isso vamos perder’, está fora de qualquer grupo que eu comandar’, falou o técnico. ‘Acredito que o torcedor não gosta de uma equipe covarde, que se esconde atrás do resultado. Se está ruim, é com otimismo que se vai melhorar e, através disso, se esforçar. Todo sacrifício gera alegria. Este é o tema principal de um atleta profissional correto.’Para a partida deste sábado, contra o América-MG, no Morumbi, Leão opta por fazer algo raro em sua carreira. Usou a entrevista coletiva para mandar um recado à torcida. Em vez de paciência, como muitos já pediram no clube, solicita cobrança por empenho.

‘Nunca falei ao torcedor, mas agora vou falar. Pode ir a campo e cobrar o que sempre cobrou: transpiração e dedicação. Capacidade, nem sempre nós temos, mas vamos tentar melhorar’, afirmou o treinador, em discurso que condiz com quem foi contratado para mexer com o brio dos atletas.

Sempre otimista, o ex-goleiro sonha que, neste fim de semana, ocorra algo que não acontece desde as rodadas iniciais do Brasileiro: a equipe passar um jogo todo sem ser vaiada no Morumbi. ‘O time do São Paulo é um grande grupo de trabalho, com muitos bons jogadores, mas precisa mostrar isso. Estamos incentivando para que o eco não seja de vaia, mas de aplauso.’

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