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Sem dinheiro, Brasil só levará 8 nadadores ao Mundial de 2017

Envolta em denúncias de corrupção, confederação não teve contrato com os Correios renovado e reduziu drasticamente o número de vagas para o Mundial

Por da redação 22 nov 2016, 12h24

A Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) enfrenta denúncias de corrupção e a indefinição sobre a renovação com os Correios, seu patrocinador desde 1981. A crise institucional e financeira fez a CBDA anunciar nesta terça-feira que apenas oito brasileiros participarão das provas de natação do Mundial de Desportos Aquáticos de 2017, em Budapeste, na Hungria. Como comparação, 25 foram convocados para o Mundial de Kazan, na Rússia, em 2015.

Para explicar a decisão, a CBDA divulgou boletim culpando a “indefinição até o momento do orçamento para 2017, visto que nosso principal patrocinador acenou com uma drástica contenção e, até o momento, não foi renovado o contrato de patrocínio.” O boletim com a definição dos tempos de classificação para o Mundial deveria ser divulgado até esta terça-feira, uma vez que na quarta-feira começa em Palhoça (SC) o Campeonato Brasileiro Sênior/Torneio Open, primeira seletiva para Budapeste.

  • Com a restrição no número de vagas, não serão adotados índices mínimos por prova, como de costume. Os convocados serão definidos a partir dos oito melhores índices técnicos obtidos no Brasileiro/Open e no Troféu Maria Lenk do ano que vem. Esses índices são apontados a partir de uma tabela universal, da Federação Internacional, que determina um numeral para cada tempo feito em cada prova.

    O corte orçamentário também atinge outras competições, como o Mundial Júnior, que será disputado em Indianápolis, nos Estados Unidos. Os critérios de classificação serão os mesmos do Mundial de Esportes Aquáticos, com apenas oito vagas disponíveis. A Cingapura, em 2015, foram 20 brasileiros.

    Coaracy Nunes Filho, da Confederação de Desportos Aquáticos, durante o evento "Prêmio Empresário Amigo do Esporte", no Clube Pinheiros, em São Paulo (SP) - 02/07/2010
    Coaracy Nunes Filho, o presidente da CBDA Patricia Stavis/Folhapress

    Denúncias – Em outubro, a Justiça Federal decidiu intervir na CBDA por causa da suspeita de irregularidades na gestão da entidade. O presidente Coaracy Nunes e outros três dirigentes acusados de superfaturar licitação de materiais esportivos que seriam utilizados na preparação para a Rio-2016, foram afastados dos cargos por improbidade administrativa.

    Em seguida, a CBDA anunciou que todos os campeonatos nacionais seriam cancelados e o pagamento de salário de seus funcionários, suspensos. A entidade alegou “dificuldade de movimentar” as contas bancárias depois da liminar que afastou o presidente Coaracy Nunes, no cargo desde 1988, e os outros cartolas.

    Depois que o desembargador Nery da Costa Júnior, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), derrubou a liminar que determinava o afastamento dos cartolas , a CBDA recuou e assegurou a realização dos campeonatos.

    (com Estadão Conteúdo)

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