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Seleção de Felipão chega forte, sem medo nem desculpas

Nada de reclamar do tempo escasso para os treinos, dos problemas físicos ou de qualquer percalço: equipe vem convicta de que fez o necessário para vencer

Por Da Redação - 12 jun 2014, 11h44

“Estávamos sem jogar havia três meses, tínhamos de realinhar a equipe, fomos crescendo em cada amistoso. Agora, estamos todos em condições de jogo. Fizemos tudo o que foi combinado e seguimos tudo à risca”, disse Felipão

Nos dois primeiros anos da preparação da seleção brasileira para a Copa do Mundo, o torcedor que acompanhou a trajetória da equipe se cansou de ouvir justificativas das mais variadas para o time não engrenar. A culpa era do adversário, que jogava fechado demais; do calendário, que não permitia que se treinasse o bastante; da imprensa, que questionava as escolhas do técnico Mano Menezes; da juventude da equipe, que impedia que a seleção encontrasse uma formação mais consistente. A virada da equipe com seu novo treinador, Luiz Felipe Scolari, representou não apenas um ganho enorme nos resultados e na solidez do time. O grupo de Felipão deixou de lado qualquer desculpa e passou a encarar cada jogo como uma oportunidade de vencer, sem pensar muito no que pode dar errado. Com isso, o time enfim conseguiu convencer o torcedor – que, por mais que discorde de uma ou outra escolha do técnico, reconhece claramente o espírito competitivo e aguerrido do time.

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Será assim também nesta quinta-feira, na abertura do Mundial, em São Paulo, contra a Croácia. Na véspera da partida, que começa às 17 horas (de Brasília), no Itaquerão, Scolari e seus jogadores deixaram claro que não vão se esconder atrás de qualquer dificuldade que aparecer pelo caminho. O Brasil chega para a estreia na Copa muito fortalecido, sem temer o adversário nem a pressão. Na semana passada, em suas entrevistas depois das partidas contra Panamá e Sérvia, Felipão lembrou que o tempo de preparação foi mais curto que o de outras Copas – mas o técnico não se lamentou sobre o período disponível para preparar a equipe. “Se eu fosse escolher uma estratégia de trabalho, faria tudo igual. Foi muito bom. Evoluímos bastante. Estávamos sem jogar havia três meses, tínhamos de realinhar a equipe, fomos crescendo em cada amistoso. Agora, estamos todos em condições de jogo. Fizemos tudo o que foi combinado e seguimos tudo à risca”, disse o treinador.

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Scolari avalia que a equipe evoluiu exatamente como se previa e que, no momento em que entrar em campo nesta quinta, sua equipe estará a 80% do auge da forma física e do entrosamento tático. Os 20% que faltam, então, seriam um problema? Nada disso: a comissão técnica fala desde a apresentação do grupo que o plano é crescer dentro da competição, já que o momento certo de alcançar o nível máximo é nas fases eliminatórias, a caminho da final (dentro de 31 dias, no Maracanã). “Não jogamos cinco ou seis vezes antes da Copa, como fizeram outras seleções, mas foi ótimo para nós”, garantiu o treinador de 65 anos. A única queixa de Felipão em suas últimas conversas com os jornalistas foi a ansiedade para que a Copa comece logo. �”A gente passa tanto tempo só treinando que bate uma angústia. Chega uma hora que é bom começar mesmo, para ver se tudo vai dar certo.” Principal jogador da equipe, Neymar também confessou na quarta que estava contando as horas até o pontapé inicial – na bola, diga-se, e não nele (como aconteceu no amistoso contra a Sérvia, cujo primeiro lance foi uma falta violenta no brasileiro).

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A possibilidade de ver o camisa 10 sendo caçado pelos marcadores croatas foi uma das perguntas direcionadas a Neymar e Felipão na véspera do jogo. De novo, nenhum dos dois parou para se lamentar. “Isso é assunto do árbitro, ele é que tem que tomar conta do jogo”, disse Felipão, sem querer se estender no assunto. “Não posso entrar com medo de jogar por causa da violência do marcador. Tem um árbitro em campo. Se ele achar que houve alguma falta violenta, deve punir, e é isso”, concordou o atacante. Quanta diferença para os tempos de Mano Menezes, que atribuiu muitos de seus resultados negativos à marcação dura sobre o melhor jogador da equipe. O papel de Neymar no time, aliás, também mudou bastante com Felipão, o técnico que conseguiu fazê-lo amadurecer e enfim render o que se esperava. Mas se o time parece depender do brilho do camisa 10, seu status no grupo não difere dos demais. “Estou pronto para tudo, e quero ajudar meus companheiros. Não jogo sozinho, são onze dentro de campo. E todo mundo sabe bem qual é a sua função”, explicou o astro de apenas 22 anos.

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