Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Seleção chega a Teresópolis. E sob mais protestos

Manifestantes diziam estar insatisfeitos com gastos públicos na Copa

Depois de deixar o Rio sob protestos de cerca de 100 profissionais da educação, a seleção brasileira chegou a Teresópolis (RJ), onde fica concentrada até o início da Copa do Mundo, no final da manhã desta segunda-feira, com o mesmo clima de manifestações durante a apresentação no aeroporto Tom Jobim desta vez um grupo protestava contra os gastos públicos para a realização do Mundial. A manifestação ocorreu na rua Flavio Bortoluzzi de Souza, no caminho até a Granja Comary, e contou com a participação de cerca de 100 pessoas, entre professores, advogados e estudantes, além de membros da sociedade civil e de partidos políticos.

Leia também:

‘Fora de campo, a Copa não é assunto nosso’, diz Felipão

Seleção se reúne no Rio, e ônibus é alvo de manifestantes

Os 23 escolhidos por Felipão, um Brasil que sabe vencer

Saiba quais são os confrontos mais frequentes das Copas

Eles disseram estar inconformados com os altos gastos do governo para o Mundial, enquanto o Brasil sofre com educação e hospitais de qualidade ruim. Um dos líderes da manifestação, Gerardo Santiago, de 54 anos, disse que acha um disparate o governo gastar cerca de 30 bilhões de reais com a Copa e, ao mesmo tempo, defender investimentos de aproximadamente 650 bilhões de reais em saúde e educação nos últimos quatro anos.

Leia também:

Daniel Alves diz que sonha com a final Brasil x Argentina

Os craques que carregaram o peso de um país nas costas

​Olho neles: coadjuvantes podem roubar a cena no Mundial

“O governo está vendendo essa história de que investe muito mais em educação, mas não dá para comparar porque saúde e educação são permanentes e a Copa é um evento que dura um mês”, afirmou Santiago, dizendo que o Brasil virou um “território Fifa”, pois o governo estaria fazendo tudo o que a entidade quer para a realização da Copa, uma espécie de “estado de exceção a favor” do organismo. Santiago afirmou que aderiu ao movimento após Joseph Blatter, presidente da Fifa, ter dito que “se o brasileiro quisesse melhorar de vida, que fosse trabalhar”.

O estudante Samaroni Romanovisky R. B. Gomes, de 19 anos, vai prestar vestibular para História e disse estar insatisfeito com a situação. “O governo deveria pegar os 30 bilhões de reais que está investindo na Copa e investir 1 bilhão de reais em cada hospital, em melhorias. Aí não teríamos povo na fila, gente em maca, gente caída no chão de hospitais.”

Apesar do clima de reação aos gastos com a Copa, havia na entrada de Teresópolis alguns cartazes de boas-vindas à seleção e torcedores vestindo camisas amarelas.

(Com Estadão Conteúdo)