Clique e Assine a partir de R$ 19,90/mês

Seleção aposta na experiência para montar time da Copa

<p>Com dupla campeã do mundo no comando e Júlio César e Ronaldinho de volta à equipe titular, Brasil enfrenta a Inglaterra, em Wembley, nesta quarta-feira</p>

Por Da Redação Atualizado em 11 jan 2022, 22h01 - Publicado em 6 fev 2013, 06h39

Ronaldinho terá uma função importante, servindo de referência para os jovens Oscar e Neymar na criação das jogadas. Essa deve ser sua grande chance de retornar de vez à seleção

Atrasada em sua preparação para o Mundial de 2014 – a menos de 500 dias do torneio, a equipe ainda busca um rumo -, a seleção brasileira promete entrar em ritmo de Copa já nesta quarta-feira, no amistoso que marca a reestreia de Luiz Felipe Scolari e Carlos Alberto Parreira no comando da seleção. De acordo com Felipão, o pouco tempo que separa a equipe da estreia, em junho de 2014, transforma qualquer partida em jogo de Copa – sinal de que o técnico espera muita garra e dedicação desde o primeiro minuto de seu retorno ao cargo, contra a Inglaterra, no Estádio de Wembley, em Londres, a partir das 17h30. Caberá ao treinador campeão mundial de 2002 – que, assim como na conquista do penta, assume o time com prazo apertado até a Copa – repetir esse feito em 2014, desta vez ao lado de Parreira, treinador vitorioso no Mundial de 1994 e agora coordenador técnico da CBF. O adversário parece ser o ideal: é um time forte e tradicional, como todos queriam, marcando o fim da longa lista de amistosos contra equipes fracas. Além disso, o sucessor de Mano Menezes tem uma vitória marcante sobre a Inglaterra no currículo. A virada por 2 a 1 nas quartas de final da Copa de 2002 teve Ronaldinho Gaúcho como destaque, e o jogador está de volta à equipe titular nesta quarta.

Leia também:

Na volta, Ronaldinho quer ser decisivo contra a Inglaterra

Favoritos à Copa de 2014 treinam para os superclássicos

‘Nunca desisti de jogar pelo Brasil’, diz goleiro Júlio César

Continua após a publicidade

Inglaterra enfrenta Brasil com Lampard, Rooney e Gerrard

Continua após a publicidade

A 500 dias da Copa, Brasil não tem uma seleção formada

Atualmente, brasileiros e ingleses atravessam momentos bem diferentes. O Brasil ainda nem sequer conseguiu montar um time confiável para a disputa da Copa das Confederações, em junho. Já os ingleses parecem mais estáveis, apesar da segunda colocação em seu grupo nas Eliminatórias para a Copa, atrás de Montenegro. No ranking da Fifa, os britânicos figuram em sexto lugar, enquanto a seleção brasileira ocupa uma vexatória 18ª posição. “Vamos trabalhar desde já para o resgate do carinho do torcedor. Acredito que temos condições de fazer um bom trabalho. Chegaremos confiantes e competitivos nas competições que teremos pela frente”, prometeu Felipão, que se disse pronto para as pressões e cobranças em seu retorno. Mas o coordenador da seleção avisa que o torcedor precisa dar mais atenção ao futebol praticado pela equipe do que ao placar de seus jogos. “Não seria inteligente cobrar resultados agora. Estamos mais preocupados com o desempenho da equipe”, explicou Parreira. Para dar mais experiência à equipe – e tentar apressar a montagem da equipe ideal -, Felipão deu mais experiência ao time titular, escalando Júlio César no gol e Ronaldinho Gaúcho no meio. Os dois tiveram poucas chances com Mano Menezes.

Júlio não defende o Brasil desde a derrota por 2 a 1 para a Holanda, nas quartas de final da Copa do Mundo de 2010, na África do Sul. Assim como Ronaldinho Gaúcho, o goleiro será incumbido de oferecer apoio aos mais jovens. “Tenho uma história na Seleção Brasileira que não gostaria que terminasse com a eliminação para a Holanda. Quero encerrar o meu ciclo com essa camisa de uma boa maneira. Por isso, pretendo aproveitar as oportunidades que surgirem”, disse o goleiro. Por outro lado, um dos titulares desta quarta é estreante na seleção – logo em sua primeira convocação, o zagueiro Dante vai para o jogo, formando a defesa com Daniel Alves, David Luiz e Adriano. Felipão surpreendeu ao escalar uma formação bastante ofensiva logo na estreia. Ele manteve a dupla de volantes dos últimos jogos de Mano Menezes – Paulinho e Ramires, dois jogadores que não se limitam a marcar – e escalou três jogadores criativos para abastecer o centroavante Luís Fabiano. Ronaldinho terá uma função importante, servindo de referência para os jovens Oscar e Neymar na criação das jogadas. Essa deve ser sua grande chance de retornar de vez à seleção – depois da Copa do Mundo de 2006, em que fracassou, Ronaldinho nunca voltou a se firmar na equipe.

Adversário – Pelo lado da Inglaterra, o técnico Roy Hodgson considera que um jogo contra a seleção brasileira servirá como termômetro para analisar seu trabalho. “Queremos a classificação para uma Copa do Mundo que será disputada no Brasil, e nada melhor do que ter pela frente um teste contra a equipe anfitriã. A seleção brasileira tem sempre um time forte e jogadores de grande qualidade técnica, que exigirão muito de nós. São contra rivais de grande porte que podemos tirar as melhores conclusões sobre nossas virtudes e nossas deficiências”, discursou ele na véspera do jogo. Hodgson teve muitos problemas para escalar a Inglaterra para o amistoso. O volante Michael Carrick, o atacante Jermain Defoe e o centroavante Daniel Sturridge, lesionados, não entrarão em campo. Mesmo assim, o treinador manterá a base do time que disputa as Eliminatórias. Os destaques da equipe são os experientes meias Steven Gerrard, do Liverpool, e Frank Lampard, do Chelsea, além do atacante Wayne Rooney, do Manchester United. O clássico em Wembley é um dos vários duelos importantes da rodada de amistosos desta quarta. Além de Brasil e Inglaterra, outros times cotados para a conquista do Mundial de 2014 entram em campo, em jogos como França x Alemanha, Holanda x Itália e Espanha x Uruguai.

Acompanhe VEJA Esporte no Facebook

Siga VEJA Esporte no Twitter

(Com agência Gazeta Press)

Continua após a publicidade

Continua após a publicidade

Publicidade