Clique e Assine a partir de R$ 19,90/mês

Seleção aguarda chance de medir forças com os grandes

Satisfeito com nova formação ofensiva, Mano Menezes acha que agora falta subir de patamar e testar a equipe contra seleções mais fortes rumo a 2013

Por Da Redação 12 out 2012, 10h00

“Precisamos fazer isso contra todos os adversários. Esse é o parâmetro”, avisou Mano. “Os jogos de nível mais alto certamente exigirão mais de nós”

Nas últimas semanas, Mano Menezes enfrentou um quadro delicado: �as críticas à seleção brasileira se acumulavam, o time parecia não evoluir e o treinador não conseguia encontrar jogadores que deixassem a equipe mais encorpada e consistente. Na quinta-feira, porém, o técnico do Brasil ganhou um fôlego extra no cargo. Uma boa apresentação contra o modesto Iraque, em Malmoe, na Suécia, deu sinais de que ele pode ter encontrado uma saída para deixar o time menos previsível e ao mesmo tempo mais experiente. Com a entrada de Kaká na equipe titular, a seleção testou uma nova formação ofensiva e goleou por 6 a 0. Depois da partida, Mano se mostrou aliviado com o sucesso da experiência e deu sinais de que manterá a escalação para os próximos compromissos. Mas admitiu: ainda falta testar a força da seleção contra equipes mais fortes e tradicionais antes da disputa da Copa das Confederações, em 2013.

Leia também:

Retorno de Kaká funciona e seleção goleia o Iraque por 6 a 0

CBF sonha com Espanha e Itália e acorda com Iraque e Japão

Cinco problemas que Mano Menezes deve resolver na seleção

Treinado por Zico, o Iraque não é tão frágil quanto a péssima seleção chinesa goleada pelo Brasil por 8 a 0 no mês passado, no Recife. Ainda assim, o técnico sabe que o resultado de quinta-feira não quer dizer muita coisa. Depois de amargar uma série de amistosos muito fracos – marcados pela empresa que detém os direitos sobre as partidas do Brasil por dez anos -, a seleção enfim inicia um salto de qualidade rumo à Copa das Confederações (e, claro, à Copa do Mundo de 2014). Na terça, na Polônia, enfrenta o Japão, que é líder nas Eliminatórias da Ásia para o Mundial e já tem vaga garantida para vir ao Brasil no ensaio geral da Copa, em 2013. No último amistoso da temporada, a seleção pega a Colômbia, do temível artilheiro Falcao Garcia, em 14 de novembro, nos Estados Unidos. Os colombianos são vice-líderes da chave sul-americana das Eliminatórias. Finalmente, em fevereiro de 2013, o Brasil pega a Inglaterra, em Wembley. Em junho, deve receber os ingleses no Maracanã.

Continua após a publicidade

Leia também:

Decepção na Argentina sela um ano perdido para a seleção

Seleção alcança sua pior colocação no ranking da Fifa: 14º

‘Dona’ da seleção até 2022 está sob suspeita de corrupção

Mano Menezes se mostra ansioso pela série de jogos mais difíceis, e reconhece que só poderá ficar satisfeito com a performance do time quando o Brasil apresentar atuações como a de quinta diante de rivais de primeiro escalão. “Precisamos fazer isso contra todos os adversários. Esse é o parâmetro”, avisou ele. “Mais adiante, teremos adversários de outro nível. Vamos tentar continuar fazendo os resultados. Mas é importante também cometer menos erros. Contra o Iraque, pecamos na saída de bola e em outras coisas. Os jogos de nível mais alto certamente exigirão mais de nós.” O treinador descartou a possibilidade de mudanças de rota radicais antes da Copa das Confederações. “É necessário que seja dessa forma. Os atletas já têm uma ideia clara do que o treinador está pensando. Vamos manter o que estamos fazendo, com pequenas exceções. A maioria dos que� serão convocados futuramente já está aqui agora.”

Continua após a publicidade
Publicidade