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‘Sei como Felipão está se sentindo’, afirma técnico alemão

Derrotado na semifinal em casa em 2006, Joachim Löw atribui 'pane' da seleção brasileira à pressão sentida pelos atletas. Agora, ele quer time humilde na final

Por Giancarlo Lepiani, de Belo Horizonte - 8 jul 2014, 21h51

“Chegou um momento em que todo o time brasileiro estava em pane. Se há tamanha pressão sobre você, torna-se impossível render bem”, disse Felipão

O técnico da Alemanha, Joachim Löw, fez questão de cumprimentar seu colega brasileiro, Luiz Felipe Scolari, depois da histórica goleada de sua seleção na semifinal da Copa do Mundo, nesta terça-feira, no Mineirão, em Belo Horizonte. Auxiliar de Jürgen Klinsmann no comando da equipe nacional em 2006, quando o Mundial foi realizado em seu país, Löw quis prestar sua solidariedade a Felipão pois disse saber bem como é doloroso ser tirado da briga pelo título jogando em casa, diante de sua torcida. “Lamento por ele, porque acho que sei como ele se sente nesta noite”, contou o treinador de 54 anos. O alemão se recorda da queda diante da Itália, na prorrogação, em Dortmund, e diz que a preparação emocional dos atletas pode ser determinante em jogos assim. “�Os alemães tinham grandes esperanças em 2006, e sabemos como é a pressão sobre os anfitriões quando se chega tão perto da final. Os jogadores acabam ficando um pouco bloqueados”, disse Löw. Segundo ele, isso ficou claro depois do primeiro gol da equipe europeia.

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“Eles ficaram abalados e isso tornou a partida muito mais fácil para nós. Chegou um momento em que todo o time brasileiro estava em pane. Se há tamanha pressão sobre você, torna-se impossível render bem.” Ao contrário do que disse Felipão, que evitou relacionar a derrota à perda de Neymar nas quartas de final, o técnico alemão se disse convicto de que a contusão do maior craque da seleção da casa abalou bastante os brasileiros. “Era importante administrar com calma a situação”, avaliou. Pelo lado alemão, o comportamento foi o oposto: “Todos os nossos atletas cumpriram suas tarefas de maneira incrível, com concentração total.” O técnico só alertou para o risco de a equipe perder o foco em função do placar inesperado da semifinal. “É necessário ter humildade. Precisamos ter o cuidado de manter a concentração para o domingo.” A Alemanha encara no Maracanã o vencedor da outra semifinal, entre Argentina e Holanda, na quarta. “Ninguém pode se sentir invencível. As duas equipes têm feito uma excelente Copa do Mundo. Vamos esperar o resultado de quarta.”

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