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Scaloni e De la Fuente: a história de amizade entre os técnicos finalistas da Copa do Mundo

Os comandantes de Espanha e Argentina se conhecem desde um curso de formação de treinadores em 2017

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 19 jul 2026, 09h15 | Atualizado em 20 jul 2026, 14h52
Scaloni e De la Fuente: a história de amizade entre os técnicos finalistas da Copa do Mundo Priorizar nos meus resultados Google

Luis de la Fuente e Lionel Scaloni vão protagonizar um reencontro fascinante neste domingo, 19, na final da Copa do Mundo de 2026: o técnico espanhol enfrentará seu ex-aluno argentino em um duelo emocionante entre dois treinadores que, após seguirem trajetórias paralelas, dissiparam o ceticismo inicial e despertaram gigantes adormecidos.

Os dois técnicos de seleções compartilham uma história em comum, uma trajetória de carreira semelhante e até mesmo certos traços de personalidade.

Agora, o destino os coloca frente a frente no maior palco de todos — a final do Mundial da América do Norte — no domingo, no MetLife Stadium, em East Rutherford, na região metropolitana de Nova York.

A Espanha é, de fato, um dos pontos em comum entre os dois treinadores.

Scaloni jogou no país por quase uma década, defendendo o Deportivo La Coruña, o Racing de Santander e o Mallorca. Ele mantém residência nas Ilhas Baleares, onde vive com a esposa, a espanhola Elisa Montero, e os filhos.

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Além disso, ele obteve suas licenças de treinador na Espanha, tendo Luis de la Fuente como um dos instrutores durante o curso que realizou em 2017.

“Além de tê-lo como instrutor no meu curso de treinador, eu tinha uma relação especial com Luis porque, francamente, aprecio sua acessibilidade e sua personalidade. O destino nos reuniu novamente hoje em uma final”, disse o argentino, sorrindo, na quarta, 15, após a vitória épica de virada por 2 a 1 sobre a Inglaterra nas semifinais.

Criticado por Maradona

Apesar de sua experiência limitada como técnico principal, o ex-zagueiro transformou uma seleção argentina abalada por derrotas em finais em uma máquina de vencer, conquistando a Copa do Mundo de 2022 no Catar, os títulos da Copa América de 2021 e 2024 e a Finalíssima de 2022 contra a Itália.

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Quando assumiu o cargo em 2018, o ex-auxiliar de Jorge Sampaoli nunca havia comandado um clube como técnico principal, e sua nomeação, inicialmente de forma interina, gerou muitas dúvidas.

“Scaloni é um cara legal, mas não conseguiria nem controlar o trânsito”, comentou certa vez o ídolo argentino Diego Maradona.

“Ele enfrentou muitas críticas no início, alguns diziam que lhe faltava a bagagem necessária, mas teve o ‘azar’ de se tornar campeão da América e do mundo com a Argentina”, brincou De la Fuente durante a Eurocopa de 2024. “Ele é um grande técnico, uma ótima pessoa e um excelente gestor de grupo”, acrescentou.

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Assim como Scaloni, o espanhol também teve de dissipar o ceticismo em torno de sua nomeação para o comando de ‘La Roja’ após a eliminação na Copa do Mundo do Catar e a saída de Luis Enrique.

“No domingo, sinto muito”

Embora pouco conhecido pelo grande público, De la Fuente era muito familiar à Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF).

O técnico de trato afável, cuja única experiência anterior como treinador principal durou apenas onze partidas (na segunda divisão, com o Deportivo Alavés, em 2011), ingressou na estrutura da RFEF em 2013, após ter comandado as categorias de base do Sevilla e a academia do Athletic Bilbao.

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A aposta deu certo: ele conquistou a Eurocopa Sub-19 em 2015 e a Sub-21 em 2019, trabalhando com jogadores como Fabián Ruiz, Dani Olmo, Mikel Oyarzabal, Unai Simón e Mikel Merino, todos os quais viriam a integrar o elenco campeão da Euro 2024.

De la Fuente encerrou assim um longo jejum de títulos da Espanha, país que não conquistava um troféu de grande expressão desde a histórica sequência de três títulos: a Euro 2008, a Copa do Mundo de 2010 e a Euro 2012.

O espanhol, que também venceu a Liga das Nações em 2023 e perdeu a última edição do torneio nos pênaltis para Portugal, enfrentará Scaloni pela primeira vez. Os dois deveriam ter se enfrentado na ‘Finalíssima’, entre os atuais campeões da Europa e da Copa América, que seria em março de 2026 em Doha, mas acabou sendo cancelada devido à guerra no Oriente Médio.

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“Ele tem comandado sua seleção de forma brilhante. Fico muito feliz por ele”, disse Scaloni na quarta-feira, já focado na final. “Todos sabem que moro na Espanha e tenho família espanhola. Mas no domingo, sinto muito, faremos todo o possível para vencê-los”.

(Com AFP)

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