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São Paulo quer ajuda de Abílio Diniz, Justus e Zezé di Camargo para ter fundo de R$ 100 milhões

Presidente Carlos Miguel Aidar acredita que em cinco anos clube poderá se livrar da dívida de 270 milhões de reais

Por Da Redação 27 jul 2015, 10h43

O presidente do São Paulo, Carlos Miguel Aidar, já tem em mente a solução para a crise financeira do clube, que, segundo ele, tem dívidas de mais de 270 milhões de reais. Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo nesta segunda-feira, Aidar revelou a intenção de criar um fundo de investimentos para a captação inicial de 100 milhões de reais, com a ajuda de torcedores ilustres, entre empresários, músicos, atores e esportistas.

Aidar contou que em no máximo dois meses será criado um FIDC (Fundo de Investimento em Direito Creditório), com valor mínimo de investimento de 1 milhão de reais. O São Paulo usaria 80% do volume arrecadado para quitar suas dívidas e 20% seria destinado ao departamento de futebol.

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“A operação básica tem a ideia de fazer uma captação inicial de 100 milhões de reais, remunerar um investidor a 120% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário). A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) vai aproveitar o regulamento, vamos lançar no mercado e queremos pegar grandes são-paulinos. Já tenho nomes listados para convidar. Vinícius Pinotti, Abílio Diniz, Roberto Justus, Felipe Massa, Rodrigo Faro, Henri Castelli, Zezé di Camargo, Ives Gandra… A intenção é convidá-los a investir”.

Segundo o presidente, o clube planeja remunerar os investidores com a venda de atletas. “Vamos pensar que temos um jogador jovem e bom, fixado com a multa rescisória de 20 milhões de reais para o Brasil e 30 milhões de euros para o exterior. O comitê de investimentos senta com o São Paulo, chega a um acordo sobre o valor e ele entra no fundo para dar lastro ao investidor pelo valor que o comitê e o clube acordarem. E fica lá. O dia em que o jogador for vendido, entra o dinheiro da venda dele e você remunera o investidor.”

Aidar, que assumiu a presidência no ano passado sob o apoio do antecessor Juvenal Juvêncio (que, em seguida, se tornou seu maior desafeto), já prevê sua reeleição e acredita que as dívidas do clube serão quitadas sob sua gestão. “Até o fim do ano toda a dívida deve estar refinanciada e equacionada. Então, eu acho que em cinco anos, tiro a dívida da frente. É o tempo que me sobra de mandato. São dois neste atual e outros três da reeleição. Sou candidato à reeleição daqui a dois anos.”

(com Estadão Conteúdo)

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