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São Paulo perde nos pênaltis e diz adeus à Sul-Americana

Time pressiona Nacional de Medellín, mas vence só por 1 a 0 no tempo normal. Nas penalidades, perde duas cobranças e a chance de um título em 2014

Por Da Redação 26 nov 2014, 23h33

Uma das vagas na final da Copa Sul-americana é colombiana. Na chuvosa noite desta quarta-feira, o São Paulo jogou bem contra o Atlético Nacional, de Medellín, e devolveu o placar de 1 a 0 no tempo regulamentar com gol de Paulo Henrique de Ganso. Mas caiu nos pênaltis e deu ao rival a credencial para enfrentar Boca Juniors ou River Plate na decisão do torneio continental, última chance da equipe do Morumbi conquistar um título em 2014.

Pelo segundo ano seguido, o São Paulo cai na semifinal da competição. Depois do título em 2012, o time paulista foi derrotado em 2013 pela Ponte Preta – que acabaria perdendo a taça para o Lanús, da Argentina. A partida também enterrou a chance do meia Kaká, e talvez do ídolo Rogério Ceni, conquistarem um título antes de se afastarem da equipe – Kaká vai no fim do ano para o Orlando City, dos Estados Unidos, enquanto Rogério tem sua aposentadoria anunciada, porém não confirmada.

O jogo – Embora o resultado no jogo de ida obrigasse o São Paulo a vencer por pelo menos dois gols, havia motivos suficientes para acreditar na virada. Casa cheia, time completo e um placar plenamente possível de ser revertido davam ao são-paulino o sentimento de que a missão poderia ser dura, não impossível.

O treino secreto de Muricy Ramalho revelou a sua face tão logo saiu a escalação. Alan Kardec, ainda com dores no tornozelo, ficou no banco de reservas e Michel Bastos foi lançado no meio. Com isso, a ideia era dar mais movimentação ao time e ter uma presença de área mais forte com Luis Fabiano.

Mas do outro lado não havia um rival qualquer. Menos badalado que os outros três postulantes ao título, o time colombiano chegou à semifinal invicto como visitante e apresentando um futebol de disciplina tática, força e velocidade. O time tricolor teve uma chance concreta na primeira etapa, mas o goleiro Armani defendeu bem o chute de Luis Fabiano. Com a bola nos pés, o São Paulo é inegavelmente mais time, mas preciosos minutos foram gastos com as estéreis ligações da defesa para o ataque.

Estava claro que o caminho passava pelo controle real da posse de bola. E foi com o jogo pelo chão, com calma, que o time voltou do intervalo. Curiosamente, o gol de Paulo Henrique Ganso, de raríssima qualidade no passe, saiu em cobrança de falta despretensiosa, aos oito minutos. O cruzamento pingou no gramado, ganhou força e matou Armani.

Era a fagulha que faltava. O São Paulo partiu para cima e mesmo não estando em grande jornada, passou a sufocar o rival e criar as chances que poderiam garantir a vitória. Kaká e Luis Fabiano mandaram na trave em um intervalo de dois minutos, os zagueiros colombianos se multiplicaram para evitar outros arremates e o contra-ataque ficou exposto, mas acabou não sendo bem utilizado.

No fim, as forças acabaram se equivalendo e a decisão foi para a disputa de pênaltis. Pior para o São Paulo, que viu Alan Kardec (escorregou na hora do chute) e Rafael Toloi desperdiçarem as cobranças. Rogério Ceni acertou a sua, mas Bocanegra, Valencia, Cardona e Ruiz também fizeram e colocaram o Atlético Nacional na final.

(Com Estadão Conteúdo e Gazeta Press)

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