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São Paulo enfrenta o Santos no maior desafio do ano

Por Da Redação
18 mar 2012, 08h00

Por Fernando Faro e Sanches Filho

São Paulo – Embalado por cinco vitórias consecutivas na temporada (três pelo Campeonato Paulista e duas pela Copa do Brasil), o São Paulo põe seu bom momento à prova diante do Santos neste domingo, a partir das 16 horas, no Morumbi, pela 14.ª rodada do Estadual. O clube tricolor deve ter pela frente um adversário que, apesar do desgaste de disputar a Copa Libertadores e o Paulistão ao mesmo tempo, deve jogar com o que tem de melhor. Desta forma, encarar Neymar, Paulo Henrique Ganso, Borges e cia será um teste valioso para comprovar que a sequência de triunfos deve-se à evolução da equipe e não ao baixo nível técnico dos adversários.

Os bons números têm mascarado o desempenho recente do São Paulo, que alterna momentos de sonolência e burocracia com espasmos de um futebol envolvente e veloz (como na vitória sobre a Portuguesa no último domingo). Emerson Leão defende seu trabalho, lembra que está com aproveitamento de 75% dos pontos disputados e bate na tecla que só deve ter a equipe coesa a partir de abril, quando projeta que todos os reforços – incluindo peças importantes como Jadson e Cortez – estarão plenamente adaptados ao clube.

A partida também põe à prova um retrospecto desfavorável ao São Paulo. Nos últimos 12 clássicos, venceu apenas dois: contra o Corinthians (2 a 1), na primeira fase do Paulistão do ano passado, e na última rodada do Brasileirão de 2011, quando bateu o próprio Santos por 4 a 1, em Mogi Mirim. Mas o clube santista foi a campo com o time reserva.

Confrontado com os números, Leão minimiza o retrospecto negativo e diz que não trocaria as cinco vitórias seguidas por um triunfo contra o rival. “Para os torcedores, sim (a vitória no clássico é mais importante). Para o time, não. Eu não trocaria 15 pontos por três. Mas o clássico representa uma motivação a mais, um alto índice de responsabilidade. Se vencermos o Santos, o que fizemos até agora pode ficar ainda melhor”, afirmou o comandante.

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O São Paulo tem em Luis Fabiano uma de suas maiores esperanças. O atacante voltou com fome de bola após a lesão muscular que o tirou de combate por mais de 40 dias e mostrou estar com a pontaria em dia ao marcar os quatro gols na vitória sobre o Independente, do Pará, na última quarta-feira.

De quebra, o centroavante, que não encarou Corinthians e Palmeiras nesse ano por causa da contusão, ainda não venceu um clássico “para valer” desde que voltou para o Morumbi, levando-se em conta que a goleada sobre o Santos (quando marcou dois gols) foi contra a equipe reserva. “O grupo mostrou que teve certa evolução nesses últimos jogos, acho que foi o São Paulo que todos querem ver, solidário, tocando a bola com jogadas rápidas, criando oportunidades. Isso faz com que a confiança aumente. Mas esperamos fechar a semana com chave de ouro contra o Santos. Vencendo um clássico, você se enche de confiança”, afirmou o atacante.

A exemplo de Luis Fabiano, o elenco admite que falta uma vitória sobre um rival de peso na temporada para colocar o time entre os favoritos tanto no Paulistão quanto na Copa do Brasil. Os tropeços contra Palmeiras e Corinthians, porém, são vistos como infelicidades da equipe.

“Um clássico é sempre difícil de se jogar, mas estamos buscando a vitória sempre. Nos outros dois, atuamos para vencer, mas o resultado acabou não acontecendo por força de uma circunstância ou outra de jogo. Temos essa nova chance e esperamos que, dessa vez, a vitória venha”, ponderou o zagueiro Paulo Miranda, que deve formar a dupla de zaga ao lado de Rhodolfo.

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FORÇA MÁXIMA – O Santos deve jogar completo para se manter entre os primeiros colocados da fase de classificação do Paulistão. Como de praxe, Muricy Ramalho deixou para anunciar a escalação do time pouco antes do início do clássico, mas, como já programou folga de todo o grupo para esta segunda, é sinal de que os titulares estarão em campo no Morumbi.

Outra pista dada pelo treinador foi ter remarcado a reapresentação dos jogadores das 10 para as 16 horas de sábado, prolongando em seis horas a folga da sexta. O único desfalque será o lateral-esquerdo Juan, que, por força de uma cláusula contratual, está impedido de jogar contra o seu ex-clube. No seu lugar entra o garoto Paulo Henrique, considerado o sucessor do veterano Léo.

Muricy Ramalho não tem mais com o que se preocupar. O time está bem na Libertadores, após se recuperar da derrota contra The Strongest, da Bolívia, na estreia, com a vitória diante do Juan Aurich, no Peru, e com possibilidades até de ser o líder da primeira fase no Paulistão.

O sufoco do início da temporada ficou para trás. Por ter saído de férias em 20 de dezembro, duas semanas depois de todos os clubes, o Santos também foi o último a retornar em 2012 e, por isso, nas três primeiras rodadas e em mais dois jogos intermediários (contra Botafogo e Mogi Mirim) usou um time formado por reservas e jovens promessas da base. Também mandou cinco de seus jogos em outras cidades em razão da troca do gramado do estádio da Vila Belmiro. Mesmo assim não decepcionou.

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“O time amadureceu e está jogando mais agrupado, com bom passe e toques curtos”, comemorou Muricy Ramalho após a vitória por 3 a 1 no carpete do estádio Elias Aguirre, em Chiclayo, no Peru, na última quinta. Embora se queixe da maratona de jogos, daqui para frente, o treinador vai escalar sempre os titulares para que o time atinja o entrosamento nas fases finais do Estadual e da Libertadores.

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