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São Paulo encara o Arsenal preocupado com a arbitragem

Clube argentino é ligado à família de presidente da federação local, Grondona

Por Da Redação 14 mar 2013, 13h25

“Pressão temos em todos os jogos. Precisamos vencer todas as partidas e estamos acostumados com isso”, disse Lúcio

O São Paulo tem receio da influência da arbitragem na partida desta quinta-feira contra o Arsenal. O equatoriano Omar Andrés Ponce foi escalado para apitar o duelo na Argentina, a partir das 21h30, pela quarta rodada do Grupo 3 da Libertadores, e já entra em campo pressionado pela atuação polêmica do colombiano Wilmar Roldán, que marcou um pênalti para os argentinos no jogo entre as duas equipes, semana passada, no Pacaembu. Para Adalberto Batista, diretor de futebol do clube, existem motivos para ficar apreensivo. “Estamos preocupados com a arbitragem. Acho que, por causa dessa diferença financeira que as equipes brasileiras têm em relação aos outros times da América Latina, estão tentando equilibrar de outra forma. É gritante”, acusou.

Recentemente, ele também lembrou da grande força política do Arsenal, que foi fundado por Julio Grondona, presidente da Associação de Futebol Argentino (AFA) e membro influente da Conmebol e da Fifa. “Nós sabemos que com alguns times sempre precisamos de mais cuidado. O Grondona é muito forte nas confederações. Mas temos de jogar bola”, chegou a dizer Adalberto Batista. O goleiro e capitão Rogério Ceni também está receoso em ver sua equipe perder o rumo e pede tranquilidade diante do Arsenal. “Acho que jogos assim têm muita provocação. São muito faltosos e violentos em certas ocasiões. Na Libertadores é preciso ter cabeça boa e tentar acabar com 11 em campo, senão você acaba sendo pressionado no fim do jogo”, admitiu.

Luis Fabiano durante partida entre São Paulo e Arsenal, válida pela Copa Libertadores, no Estádio do Pacaembú
Luis Fabiano durante partida entre São Paulo e Arsenal, válida pela Copa Libertadores, no Estádio do Pacaembú VEJA

A situação do São Paulo no Grupo 3 da Libertadores não é das mais confortáveis, até porque a equipe fará os dois próximos jogos fora de casa – além do Arsenal, enfrenta o The Strongest no dia 4 de abril na Bolívia. Os jogadores sabem que uma vitória diante dos argentinos deixaria a situação um pouco melhor na chave. “Ainda não fazemos conta. A nossa conta é fazer uma boa partida e somar os três pontos”, explicou o experiente zagueiro Lúcio, que garante saber lidar com a ansiedade. “Pressão temos em todos os jogos. Precisamos vencer todas as partidas e estamos acostumados com isso. Vamos procurar fazer nosso trabalho e vencer fora de casa, que é importante.”

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(Com Estadão Conteúdo)

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