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Santos lamenta gols perdidos e Palmeiras reclama do juiz

Time visitante deixou a Vila Belmiro revoltado com a não marcação de um pênalti em Barrios; Santos joga por empate na decisão da Copa do Brasil na próxima quarta-feira

Por Da Redação - 26 nov 2015, 08h29

A tensa primeira partida da final da Copa do Brasil não deixou nenhuma das equipes plenamente satisfeita nesta quarta-feira. Apesar da vitória por 1 a 0, o Santos deixou a Vila Belmiro lamentando as chances perdidas, sobretudo o pênalti desperdiçado por Gabriel – que depois se redimiu com o gol da vitória – e o chute para fora, sem goleiro, de Nilson, no último lance do jogo. Já o Palmeiras reclamou bastante da arbitragem de Luiz Flavio de Oliveira, que não marcou pênalti de David Braz em Lucas Barrios.

Gabriel, o Gabigol, destacou que o Santos teve o domínio da partida e abriu uma boa vantagem, mas lamentou seu erro no pênalti e também o do companheiro. “Foi um azar. Bati bem. Assim como o Nilson perdeu um gol no fim, eu perdi um pênalti. Vantagem é vantagem, independente se for de um gol, dois, três ou quatro. Nosso time tem que continuar assim”, disse o atacante de apenas 19 anos.

Um dos líderes do time, o zagueiro David Braz minimizou os erros e demonstrou confiança no título. “O importante é que ganhamos e vamos ganhar lá também. Vamos fazer de tudo, jogar com inteligência, até porque o empate é nosso.” Ao contrário de edições anteriores, neste ano na final da Copa do Brasil o gol marcado como visitante não conta como critério de desempate. Portanto, se o Palmeiras ganhar por um gol de diferença na finalíssima do dia 2 de dezembro, no Allianz Parque, levará a decisão para os pênaltis.

Revolta – Os jogadores e dirigentes do Palmeiras admitiram que o time não jogou bem – não chutou uma bola perigosa no gol de Vanderlei em toda a partida – mas demonstraram revolta pela arbitragem de Luiz Flavio de Oliveira, que, lesionado, teve que ser substituído pelo quatro árbitro, Marcelo Aparecido de Souza, no fim da partida.

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O principal motivo das reclamações foi a não marcação de um pênalti sobre o atacante argentino naturalizado paraguaio Lucas Barrios, aos cinco minutos do segundo tempo, em lance com David Braz. “Ele não deu o pênalti, é complicado. Não perdemos por causa do árbitro, mas é difícil todo jogo ter uma confusão por causa deles no final”, afirmou o atacante Dudu, que ainda reclamou do pênalti de Arouca em Ricardo Oliveira, que Fernando Prass defendeu.

“O juiz avacalhou o jogo. Deu um pênalti que outros 200 juízes não dão. É difícil. Todo jogo termina em confusão na casa deles”, disse Dudu, que foi expulso na final do Paulistão, vencida pelo Santos nos pênaltis.

O presidente do clube, Paulo Nobre, foi quem reclamou com mais veemência da atuação de Luiz Flavio de Oliveira. “O Palmeiras foi vergonhosamente prejudicado. Futebol não é basquete para sair 100 pontos. Um gol faz toda a diferença, ainda mais em uma final de campeonato. No começo do segundo tempo, o Palmeiras contaria com um pênalti e o Santos teria um jogador a menos. O resultado seria outro.”

Apesar da irritação, Nobre disse não acreditar que o árbitro ignorou o pênalti por má fé. “Não acredito em desonestidade. Acredito em falta de experiência, capacidade e critério. O que é assustador é que o Luiz Flavio é experiente para apitar um jogo como o de hoje. O lance foi na cara dele e ele não marcou. Isso é assustador.”

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O dirigente disse que encaminhará um ofício à comissão de arbitragem para protestar contra a atuação do juiz. “O Palmeiras não dá escândalo em público. O Palmeiras acha mais efetivo fazer um DVD com os lances que não julgou correto e enviar uma representação por escrito à comissão de arbitragem.” Em seguida, Paulo Nobre admitiu que o resultado poderia ter sido pior. “Mas o Santos mereceu o resultado e poderia até ter feito mais de um gol.”

(com Gazeta Press e Estadão Conteúdo)

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