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Santos bate Bahia em jogo com pânico nas arquibancadas

Com mais torcedores do que espaço, um dos setores ficou superlotado

O Santos voltou a vencer no Brasileirão. Com gols de Alan Santos e Lucas Lima, a equipe da Vila Belmiro derrotou o Bahia nesta quinta-feira por 2 a 0 no Estádio Joia da Princesa, em Feira de Santana (BA), e chegou à sua segunda vitória em oito rodadas. Mas o destaque do jogo esteve fora das quatro linhas. A superlotação de um dos setores do estádio provocou pânico na arquibancada à medida em que muitas pessoas eram empurradas contra o alambrado. Em determinado momento, o temor era de que o problema causasse uma tragédia, já que havia o risco de elas serem pisoteadas.

Os sinais da superlotação eram evidentes desde antes da bola rolar. Muitos torcedores chegaram em cima da hora para assistir à partida e uma grande aglomeração se formou na porta do estádio. Segundo testemunhas, após um portão ter sido arrombado – o que a Polícia Militar negou – muitos torcedores, inclusive sem ingresso, correram para as arquibancadas. Por volta dos 30 minutos da etapa inicial, o clima ficou tenso, com muita gente empurrada na direção do alambrado, crianças chorando e alguns torcedores escalando as grades para não serem esmagados. Após alguns minutos de nervosismo, a polícia abriu um portão e remanejou parte da torcida.

O público oficial divulgado foi de 16.842 torcedores, dos quais 16.089 pagantes. No Twitter, a direção do Bahia, mandante da partida, afirmou que a superlotação do setor foi causada pela distribuição de ingressos gratuitos pela prefeitura de Feira de Santana. “A informação que temos é de que mais de 1.200 pessoas entraram sem pagar (idosos, policiais e crianças) e isso está provocando a confusão”, declarou o clube. “As gratuidades são conferidas pela administração do estádio, de propriedade do município de Feira.” A prefeitura da cidade não se pronunciou sobre o ocorrido.

O jogo – Dentro de campo, sem Cícero, seu capitão e principal jogador na temporada, o Santos mostrou uma escalação ousada e repleta de garotos. O técnico Oswaldo de Oliveira armou o time de forma inédita, com três atacantes recém promovidos das categorias de base do clube: Diego Cardoso, Jorge Eduardo e Gabriel.

Os goleiros trabalharam muito pouco na etapa inicial, mesmo com as duas equipes mostrando muita disposição, porém, pouca eficiência. O Bahia tentava se impor diante de seus torcedores, enquanto o Santos contra-atacava, mas sofria com o gramado pesado e alto do estádio. Como resultado, o primeiro tempo não teve lances de relevo.

A etapa complementar não começou muito diferente, mas o Santos passou a atacar mais os baianos. Com Lucas Lima e Rouca armando municiando os atacantes, o time da Vila acuou o Bahia na defesa. De tanto martelar, o alvinegro praiano conseguiu abrir o placar. Após cobrança de falta pela lateral esquerda, Alan Santos apareceu sozinho no meio da área e cabeceou no canto, sem chance para o goleiro Marcelo Lomba.

Com o gol santista, a partida ficou mais aberta. Aos 22 minutos uma “bomba” de Talisca passou rente ao travessão de Aranha. Minutos depois, a partida voltou a cair de ritmo e ficou parada por alguns minutos em virtude de uma lata de cerveja ter sido atirada no banco de reservas do Santos. Irritado, Oswaldo de Oliveira chegou a invadir o campo para reclamar com a arbitragem, mas por pouco não acabou expulso da partida.

Com o Bahia se expondo demais em busca do empate, o Santos matou o jogo em uma contra-ataque mortal os 42 minutos. Após chega pela esquerda, Giva recebeu de costas para o gol e rolou para Lucas Lima, sozinho, da entrada da área, o meia bateu colocado.

A vitória levou o Santos aos onze pontos e à 11ª colocação. Já o Bahia segue com oito pontos, em 14º lugar. Na última rodada antes da Copa do Mundo, o Santos recebe o Criciúma, em São Bernardo do Campo, às 18h30 do domingo.O Bahia visita no mesmo dia a Chapecoense, às 16 horas.

(Com Gazeta Press)