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Salvo no fim, o São Paulo, aliviado, agora sonha mais alto

Tricampeão da Libertadores comemorou muito a vaga; confira fotos exclusivas

“Pedi a Deus a chance de a bola do jogo passar pelo meu pé. Passou pela cabeça que este poderia ser meu último jogo pela Libertadores, pois este será meu último ano de carreira”, disse Rogério Ceni

O São Paulo esteve muito perto de dar adeus à Libertadores – um torneio que já conquistou três vezes – na noite de quarta-feira, no Estádio do Morumbi. Cercada de desconfiança, a equipe conseguiu o que poucos acreditavam. Com a vitória por 2 a 0 sobre o Atlético-MG e a derrota do The Strongest para o Arsenal, a equipe de Rogério Ceni se reabilitou depois de uma campanha decepcionante na fase de grupos e garantiu vaga nas oitavas de final. A classificação, com gols só no segundo tempo, na base da garra e da motivação, deu início a uma enorme festa no Morumbi, palco de várias outras vitórias históricas pela Libertadores. Na avaliação dos são-paulinos, esse pode ter sido o início de uma grande virada na temporada. “Não chegamos a morrer, mas ficamos na UTI”, disse o técnico Ney Franco. “Agora, a gente voltou à normalidade, e esperamos ter mais competência para não passar tanto aperto assim.”

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Na fase seguinte, cujas partidas ainda não têm datas definidas pela Conmebol, o adversário do São Paulo será o próprio time Atlético, melhor equipe da fase de grupos. “Podemos tanto cair nas oitavas como chegar à final e sermos campeões. Se jogar nesse nível, mobilizado, como time…” Sob os gritos da torcida (“o campeão voltou”), o capitão Rogério Ceni, autor do primeiro gol, também saiu de campo sonhando com voos mais altos. “Pedi a Deus a chance de a bola do jogo passar pelo meu pé. Passou pela cabeça que este poderia ser meu último jogo pela Libertadores, pois este será meu último ano de carreira. Agradeço muito aos torcedores que vieram e abraçaram o time. Esse é o clube da fé”, afirmou, ao sair do campo. Emocionados, muitos jogadores desabaram no gramado depois do apito final. Outros correram em direção à torcida e se abraçaram. Ninguém parecia ser capaz de assimilar exatamente o que estava acontecendo, enquanto a torcida aplaudia o esforço do time, que deu uma demonstração de raça que ainda não tinha sido vista nos jogos da equipe no torneio.

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(Com agência Gazeta Press e Estadão Conteúdo)