Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Rosell diz que não leu contrato de Neymar com Barcelona

Ex-presidente do clube negou irregularidades na contratação do brasileiro

O ex-presidente do Barcelona, Sandro Rosell, compareceu nesta terça-feira à Audiência Nacional, principal instância penal espanhola, em Madri, para defender a legalidade da contratação do brasileiro Neymar. Rosell prestou depoimento por cerca de três horas, sustentou a versão de que o clube catalão pagou 57,1 milhões de euros para tirar o atacante do Santos, mas revelou não ter lido os contratos relativos à transferência.

Leia também:

Barça cometeu crime na compra de Neymar, conclui juiz

Rosell, amigo de Ricardo Teixeira: currículo de problemas

Juiz espanhol investigará compra de Neymar pelo Barcelona

Rosell disse ao juiz que se limitou a assinar os contratos passados pelos serviços jurídicos do clube. Em declarações dadas na saída do Tribunal, o advogado de Rosell, Felipe Izquierdo, disse que o ex-presidente do Barcelona não prestou atenção nas letras miúdas do documento, porque os advogados do clube haviam dito que estava tudo certo.

Segundo Rosell, dos 57,1 milhões de euros pagos pela compra de Neymar, 17,1 milhões de euros foram destinados ao Santos e 40 milhões de euros para a empresa N&N, do pai do jogador, que tem a exclusividade de seus direitos de imagem. Rosell é acusado desde o início do ano por um delito de apropriação indevida na contratação de Neymar, em maio de 2013. Recentemente, o juiz responsável pelo caso, Pablo Ruz, recebeu provas de que o clube catalão sonegou 9 milhões de euros na negociação. As denúncias provocaram a renúncia de Rosell, em 23 de janeiro.

O novo presidente do clube, Josep Maria Bartomeu, revelou que o valor total da compra do jogador brasileiro foi de 86,2 milhões de euros, pagos em diversas operações assinadas em paralelo. Em fevereiro, o Barcelona anunciou o pagamento de 13,5 milhões de euros à Receita espanhola, uma “regularização voluntária” com o objetivo de dar “cobertura às eventuais interpretações que se podem dar a todos os contratos assinados”.

(Com agências France-Presse EFE)