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Rosell, amigo de Ricardo Teixeira: currículo de problemas

Cartola tem nome ligado a acusações de corrupção junto com o amigo Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF. Felipão também é próximo do espanhol

Por Da Redação - 23 jan 2014, 16h58

Sandro Rosell deixou a presidência do Barcelona nesta quinta-feira, após ser denunciado por um dos sócios do clube por irregularidades na contratação de Neymar. Rosell é amigo de longa data de outro cartola com o currículo recheado de acusações, Ricardo Teixeira. Em 1999, Rosell morou no Rio de Janeiro e era diretor da Nike para administrar a parceria com a CBF, na época comandada por Teixeira – ele renunciou à presidência da CBF em março de 2012, depois de 23 anos no cargo.

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A proximidade entre eles era tão grande que uma das empresas de Rosell pagou 705.000 reais a Teixeira como repasse de um amistoso entre Brasil e Portugal, em 2008. De acordo com a Folha de S. Paulo, o dinheiro foi registrado como um empréstimo ao ex-presidente da CBF pela empresa Ailanto, que servia de fachada para um esquema de desvio de verba pública. A partida, realizada em Brasília, foi bancada pelo governo de José Roberto Arruda no Distrito Federal. Ele contratou a Ailanto sem licitação e pagou 9 milhões de reais pela realização do amistoso. A empresa foi assumida por Rosell e por uma sócia, que fez os pagamentos a Teixeira, a poucos meses do amistoso. Além disso, Rosell e Teixeira também estavam envolvidos em desvios de outros amistosos da seleção num esquema que envolvia duas empresas – uma delas, comandada pelo espanhol – e a CBF. Ambos foram acusados pelas fraudes, mas nunca punidos.

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O patrocínio da Nike teve início em 1996 e na mesma época Rosell e o treinador Luiz Felipe Scolari se tornaram próximos. Em maio de 2013, os dois se encontraram no estádio Camp Nou, na partida entre Barcelona e Valladolid, pelo Campeonato Espanhol. Conversaram sobre Neymar e a vida. “Falamos um pouco dos filhos e da família. Valeu a pena. Relembramos os tempos de Brasil, de 2001 e 2002, e relembramos com muito gosto as situações que marcaram a vida da gente”, disse Felipão na época. Já surgiram até rumores de que o Barcelona poderia contratar Felipão depois da Copa do Mundo de 2014.

Acordo – Antes do caso Neymar, Rosell já estava no centro de outros escândalos. Sócios dele teriam sido intermediários no maior escândalo de corrupção na Fifa, com o pagamento de propinas a Ricardo Teixeira e João Havelange pela empresa de marketing ISL. Rosell foi um dos diretores da ISL Espanha, subsidiária da empresa acusada na Suíça de ter sido usada como um banco paralelo dos cartolas brasileiros na Fifa. Foi ainda uma empresa ligada a um sócio de Rosell que pagou a indenização que Teixeira e Havelange tiveram de acertar para encerrar o caso. Segundo a Justiça suíça, ambos fraudaram a Fifa em 40 milhões de reais entre 1992 e 2000.

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O caso foi mantido em sigilo por dois anos e os cartolas brasileiros pagaram uma multa de 2,45 milhões de dólares (cerca 5,8 milhões de reais) como devolução dos recursos e como forma de encerrar o caso amistosamente com a Fifa. O acordo mantinha seus nomes em sigilo em troca do dinheiro.

(Com Estadão Conteúdo e agência Gazeta Press)

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