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Ronaldo e Bebeto conversam com operários da obra de reforma do Maracanã

Rio de Janeiro, 2 mar (EFE).- Os ex-jogadores e campeões mundiais Ronaldo e Bebeto foram a principal atração de um ato sobre prevenção de acidentes na construção civil organizado nesta sexta-feira no Maracanã e do qual participaram cerca de 4.000 operários, entre eles os responsáveis pela reforma do emblemático estádio carioca.

A presença de dois dos principais artilheiros na história da seleção brasileira garantiu um público em massa ao ato organizado pelo Tribunal Superior de Trabalho (TST) no meio das obras do Maracanã, que será a sede da final da Copa do Mundo de 2014.

Os dois ex-jogadores, em sua condição de membros do conselho administrador do Comitê Organizador Local (COL) da Copa, aproveitaram o evento para inspecionar as obras de reforma do estádio e para animar os operários responsáveis pelas mesmas.

‘Quando a reforma do estádio estiver concluída, assim como fiz em Fortaleza e Salvador (outras duas cidades que serão sede do Mundial), prometo trazer alguns amigos para disputar um coletivo com vocês (os operários)’, afirmou Ronaldo, o maior artilheiro na história das copas e três vezes eleito melhor do mundo pela Fifa.

‘O estádio estava precisando de uma reforma e está ficando maravilhoso’, disse Bebeto, admitindo se sentir emocionado ao retornar ao Maracanã, apesar de o estádio ficar somente nas suas estruturas básicas e o gramado ser transformado em canteiro de obras.

O consórcio responsável pelas obras promete entregar o estádio no dia 28 de fevereiro de 2013, a tempo para a Copa das Confederações, que o Brasil também organizará.

Segundo os construtores, como as obras estão aceleradas, será adaptada uma plataforma no último andar da torre de vidro que há em um dos acessos da Maracanã para que os torcedores, e não só as autoridades, possam ver o avanço das reformas.

Ronaldo também se referiu à importância da prevenção de acidentes em seu pronunciamento para os operários.

‘Quando comecei a jogar futebol o uso da caneleira não era obrigatório e sofria muito com os pontapés. Várias vezes me machuquei. Finalmente seu uso se tornou obrigatório e melhorou a vida dos jogadores’, afirmou.

‘Por isso é importante o uso dos equipamentos de segurança. Vocês precisam se prevenir e se cuidar’, acrescentou.

Segundo estatísticas citadas pelos organizadores do evento, o Brasil, que em 2010 registrou 54.664 acidentes de trabalho com 2.500 mortes, é o quarto país em que mais se registram mortes na construção civil. EFE