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Ronaldinho e Victor, garantidos na história do Atlético-MG

Camisa 10 e goleiro especialista em defender pênaltis festejam a vaga na final

Por Da Redação - 11 jul 2013, 08h26

“Nós não estávamos criando nada, e aí veio a parada de luz, faltando treze minutos. Deu para conversar bem com os jogadores”, disse Cuca, comemorando o imprevisto no Estádio Independência

A torcida e o elenco do Atlético-MG acreditaram até o fim na chance de reverter a vantagem do Newell’s na semifinal da Copa Libertadores. No final, foram coroados com a classificação inédita para a decisão do torneio. Depois da conquista da vaga, nos pênaltis, de forma dramática, o craque da equipe, Ronaldinho Gaúcho, estava emocionado. Ele falou sobre o sonho da conquista do título. “Quando a gente para e pensa um pouquinho, acaba tendo a consciência de que entrou para a história de um clube que tem mais de 100 anos e que pela primeira vez chega à final. Isso fica marcado. E vai ficar mais marcado ainda se vencer”, afirmou. “É uma alegria que não tem como a gente explicar. Meu maior sonho é poder dar essa alegria ao torcedor.”

Assim como aconteceu nas quartas de final, contra os mexicanos do Tijuana, coube ao goleiro Victor defender um pênalti para classificar o Atlético-MG para a etapa seguinte da competição. O goleiro ficou feliz por ter ajudado o Atlético, mas tratou de dividir os elogios com os companheiros – segundo ele, todos os jogadores atleticanos foram heróis na quarta-feira. “Fico feliz de ter feito a minha parte, mas acho que todo mundo foi herói. Você reverter um resultado da forma que fizemos, contra uma equipe qualificada como o Newell’s, não é nada fácil. Todo mundo está de parabéns, todo mundo tem sua participação e todo mundo deve ser reconhecido pela torcida. A entrega e a dedicação foram fantásticas. Fico feliz por ter ajudado mais uma vez.”

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O técnico Cuca destacou a dificuldade de enfrentar o Newell’s Old Boys sabendo que era preciso fazer pelo menos 2 a 0 para levar a decisão para os pênaltis. Segundo ele, o Atlético atuou bem no primeiro tempo, mas acabou encontrando mais dificuldades na etapa final. “A situação da nossa equipe neste jogo era muito difícil, muito complicada, mas a gente tinha a força da arquibancada. Nosso primeiro tempo foi muito bom, fizemos o gol logo com três ou quatro minutos, e depois criamos mais seis, sete oportunidades, e eles tiveram só duas. O segundo tempo não foi bom, porque eles encaixaram bem a marcação. O Gerardo Martino (técnico do Newell’s) trabalhou bem no intervalo e amarrou o nosso time”, analisou.

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Para o técnico atleticano, a parada no jogo por causa da falta de energia elétrica e as substituições feitas no recomeço do duelo foram decisivas para o triunfo do time da casa. O treinador apontou a entrada de Guilherme como fundamental, já que o jogador anotou o gol que levou a decisão para os pênaltis e ainda converteu sua cobrança. “Nós não estávamos criando nada, e aí veio a parada de luz, faltando treze minutos. Deu para conversar bem com os jogadores. Fizemos duas mexidas para tentar fugir da marcação deles, porque precisávamos atacar para fazer um gol. O Guilherme perdeu uma chance e logo na sequência ele marcou. Nos pênaltis, ficamos duas vezes atrás e ainda tivemos força para reverter e ir para a grande final”, comemorou.

(Com agência Gazeta Press)

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