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Romero aprendeu com Van Gaal – e repetiu Goycochea

Por Da Redação 9 jul 2014, 22h36

Para muitos, ele é menos que um coadjuvante na seleção da Argentina – os mais críticos afirmam que ele é um dos pontos vulneráveis do time do técnico Alejandro Sabella. A partir desta quarta-feira, porém, será bem mais difícil questionar a titularidade do goleiro Sergio Romero, de 27 anos. Com duas defesas na decisão por pênaltis contra a Holanda, nesta quarta-feira, no Itaquerão, o atleta revelado pelo Racing e atualmente no Monaco colocou sua equipe na final da Copa do Mundo. Enquanto todos esperavam por mais uma performance decisiva de Lionel Messi, o retorno argentino à finalíssima (depois de 24 anos de ausência) veio graças a um jogador que embarcou rumo ao Brasil cercado de desconfiança. Sabella, porém, não tinha dúvidas sobre a quem confiar a posição – ainda que Romero tenha passado a última temporada no futebol francês amargando a reserva. Os dois pênaltis defendidos nesta quarta repetem a façanha de outro goleiro argentino com o mesmo nome: em 1990, contra a Itália, em Nápoles, Sergio Goycochea também fez duas defesas na decisão que colocou a Argentina na decisão – aliás, contra a Alemanha, mesma adversária da equipe no domingo, no Maracanã. Encerrada a semifinal, depois de receber os abraços de todos os colegas de equipe, Romero foi procurar Sabella para agradecer ao técnico pela oportunidade de jogar a Copa. Depois, passou no vestiário da Holanda para manifestar sua gratidão a outro treinador – o holandês Louis Van Gaal, que o levou ao AZ Alkmaar, seu primeiro clube na Europa. “É uma pessoa que ensina o jogador a crescer, a estar atento a todos os fundamentos da modalidade. Ele me disse que o goleiro deve ser um jogador tão participativo e decisivo quanto os outros. Além disso, cheguei lá muito jovem, com apenas 20 anos, e ele me ajudou na adaptação a um país tão diferente como a Holanda”, explicou o argentino. Van Gaal brincou que gostaria de ter ajudado um pouco menos. “Fui eu que ensinei o Romero a pegar pênaltis”, afirmou, para logo depois explicar que se tratava de uma piada – um esclarecimento que, diante do longo histórico de afirmações arrogantes do holandês, fazia-se necessária. “A AZ foi o primeiro clube dele na Europa, eu era o técnico e já víamos que ele tinha um grande talento.”

(Giancarlo Lepiani)

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