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Rogge, presidente do COI: ‘É preciso acelerar para 2016’

Ele diz que há muito a ser feito ainda, a começar pelo aeroporto internacional

Por Da Redação 10 jul 2013, 16h50

“Investimentos públicos não são para curto prazo. Os investimentos vão gerar um legado sustentável. Os Jogos são para o bem da sociedade”

O belga Jacques Rogge, presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI) desde 2001, fez um alerta ao Rio de Janeiro, sede dos próximos Jogos Olímpicos, em 2016, em entrevista nesta quarta-feira em Genebra, na Suíça. “Há muito a ser feito antes de 2016. Estamos pedindo que acelerem os trabalhos.” Uma das maiores preocupações de Rogge é o aeroporto internacional do Rio. O COI teme que, diante de uma infraestrutura pouco adequada para receber turistas, o evento se transforme apenas em uma festa brasileira. A Infraero garante que as reformas para aumentar a capacidade dos terminais para receber mais de 44 milhões de passageiros por ano estão ocorrendo. Rogge ainda afirmou que a questão de segurança num evento dessa dimensão será sempre uma das prioridades.

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Rogge, que deixa o cargo em setembro quando ocorre nova eleição no COI, opinou sobre o uso de dinheiro público para financiar os grandes eventos esportivos no Brasil – Copa das Confederações, Copa do Mundo e Jogos Olímpicos. Segundo ele, é uma decisão do governo que organiza os Jogos. “Isso nunca foi uma exigência do COI.” A atitude do belga é similar à adotada pela Fifa durante a Copa das Confederações, que disse não ter ligação com os investimentos que o Brasil está fazendo. Para não ser alvo de protestos, Rogge afirmou que a solução é melhorar a comunicação para que os benefícios dos Jogos sejam explicados. “Investimentos públicos não são para curto prazo. Os investimentos vão gerar um legado sustentável. Os Jogos são para o bem da sociedade.” A pouco mais de três anos do início do evento – de 5 a 21 de agosto de 2016 -, a cidade ainda não sabe qual será o valor do orçamento.

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Rogge disse ainda que não se arrepende de ter levado o evento para a América do Sul – para diminuir custos ele limitou o número de esportes e de atletas. Nesta semana, ele recusou a inclusão de novas modalidades – BMX no estilo livre, revezamento misto de triatlo, judô por equipes e basquete 3×3 – para evitar um aumento no orçamento. Antes da eleição, Rogge terá de tomar mais uma decisão: a escolha da sede dos jogos de 2020: Tóquio, Madrid e Istambul são os favoritos.

(Com Estadão Conteúdo)

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