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Roberto Carlos encerra carreira marcada por vitórias em clubes e na seleção

Por Da Redação 1 ago 2012, 18h48

Moscou, 1 ago (EFE).- Pentacampeão do mundo com a seleção brasileira em 2002, o lateral-esquerdo Roberto Carlos, de 39 anos, anunciou nesta quarta-feira que vai pendurar as chuteiras.

Roberto Carlos vinha defendendo o Anzhi Makhachkala, da Rússia, mas nos últimos tempos trabalhava mais como assistente técnico do holandês Guus Hiddink e já pensava em deixar os gramados, embora ainda não houvesse se pronunciado de forma oficial.

Com apenas 1m68, o jogador brasileiro é visto por muitos como um dos melhores laterais-esquerdos da história do esporte. Suas principais características eram a velocidade e a força nas pernas. Diferentemente da maioria dos jogadores de sua posição, principalmente quando começou a carreira, sempre foi mais importante no ataque do que na defesa.

Canhoto e nascido em 1973, Roberto Carlos marcou um dos gols mais impressionantes da história do futebol. Em um torneio amistoso na França em 1997, Ele bateu uma falta próxima ao meio-campo contra os donos da casa. A bola fez uma curva incrível e entrou no canto esquerdo, sem chances de defesa para o goleiro Fabien Barthez. Até hoje, físicos não conseguem explicar como a bola fez tal trajetória.

Poucos pensavam que Roberto Carlos se transformaria em uma estrela mundial quando foi contratado pela Inter de Milão, em 1995, após ser bicampeão brasileiro pelo Palmeiras.

No clube italiano, o jogador ficou apenas um ano, até se transferir para o Real Madrid, que na época era dirigido pelo italiano Fabio Capello.

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No Real, Roberto Carlos atuou por dez temporadas, marcou cerca de 70 gols e conquistou quatro campeonatos nacionais, três Ligas dos Campeões (1998, 2000 e 2002) e duas Copas Intercontinentais (1998 e 2002).

O sucesso no Real Madrid o rendeu uma vaga na seleção brasileira. Foi finalista da Copa do Mundo de 1998, na França, e campeão do mundo no torneio do Japão e Coreia, em 2002, quando foi comandando pelo técnico Luis Felipe Scolari.

Na Copa de 2006, ficou marcado de forma negativa por ter sido focalizado pelas câmeras de TV arrumando o meião no mesmo momento em que a seleção brasileira tomava o gol da França, o que culminou com a eliminação da equipe de Carlos Alberto Parreira.

Roberto Carlos deixou o Real Madrid e se transferiu para o Fenerbahçe (Turquia), equipe na qual ficou por duas temporadas antes de retornar ao Brasil, para vestir a camisa do Corinthians.

Em 2011, foi contratado pelo Anzhi, se transformando no jogador mais bem pago da Rússia. Querido pela torcida, virou capitão da equipe e a ajudou a se classificar pela primeira vez na história para uma competição europeia – a Liga Europa.

No final do ano passado, Gadzhi Gadzhiev foi demitido e Roberto Carlos assumiu interinamente a função de treinador, além de continuar atuando como jogador.

Algumas semanas após a contratação de Guus Hiddink para o cargo, o atleta virou assistente técnico, até anunciar sua aposentadoria nesta quarta. EFE

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