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Roberto Carlos afirma que deixou o Brasil por causa da violência

Por Da Redação 2 nov 2011, 16h44

“No Brasil, eu precisava de muitos seguranças para me deslocar. Os torcedores me ameaçavam, e eu queria deixar tudo isso para trás. Então veio a oferta do Anzhi.”

O lateral Roberto Carlos trocou no começo do ano Corinthians pelo Anzhi Makhachkala da Rússia e revelou em entrevista à CNN que deixou o Brasil por causa da violência. “No Brasil, eu precisava de muitos seguranças para me deslocar. Os torcedores me ameaçavam, e eu queria deixar tudo isso para trás. Então veio a oferta do Anzhi, feita pelo dono do clube Suleyman Kerimov e decidi aceitar e deixar o país. Fiz isso por culpa da violência. É um projeto com futuro. Ele me abriu a porta e me disse que construiríamos um clube melhor. Pouco a pouco, estamos fazendo isso. Contratamos Eto’o, o que é prova disso.”

Com passagens por Inter de Milão, Real Madrid e Fenerbahçe, o jogador de 38 anos, também auxiliar-técnico do Anzhi, disse que não teve dificuldades para se adaptar ao futebol russo. “Foi muito tranquilo, assim como na Espanha, na Itália e na Turquia. Esperava o mesmo na Rússia. Os torcedores de todos os clubes me receberam de braços abertos. A maioria me apoia, salvo no incidente da banana, mas sempre há algum louco”, declarou Roberto Carlos, que em junho, em um jogo contra o Zenit São Petersburgo, deixou o campo depois que um torcedor atirou uma banana no campo.

“Foi duro no momento, mas depois, após parar e pensar, vi que poderia ajudar a pessoa que fez isso. Muita gente se desculpou, e quem jogou a banana só queria ser o centro das atenções. Agora, ele não pode se divertir nos jogos, tem de ficar em casa e assistir pela televisão. É uma pena que continue havendo racismo. Algumas pessoas não entendem que o futebol é universal. Todo mundo quer se divertir, as pessoas vão ao estádio buscando diversão.”

A contratação do camaronês Samuel Eto’o faz aprte de planos ambiciosos do clube. “Kerimov pôs três nomes na mesa: Neymar, Messi e Eto’o. Os três com contratos em vigor. Ele pensou muito. O tempo passava, e Samuel me telefonou. Falei com ele sobre a estrutura do clube, o que ele significaria e que se sentiria mais importante no Anzhi do que já era na Inter de Milão. Das três opções, ele foi o primeiro a assinar. Esperamos que haja mais contratações”, revelou o jogador.

“A ideia do dono do clube é contratar mais estrelas e fazer uma equipe que jogue cinco ou seis temporadas junto. Se alguns jogadores ficarem, seremos fortes, porque outros virão. Acho que em janeiro ou fevereiro poderá haver contratações. Um jogador de alto nível com certeza, talvez dois. Para competir nos torneios europeus, precisamos de mais experiência.”

(Com agência EFE)

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