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River diz que não quer jogar final da Libertadores em Madri

Clube perdeu o mando de campo do jogo de volta da final da Libertadores depois que seus torcedores atacaram o ônibus do Boca Junior, em Buenos Aires

Por Da Redação - 1 dez 2018, 18h38

O River Plate divulgou comunicado neste sábado em que diz que vai brigar para mudar a escolha de Madri para receber a partida de volta da final da Copa Libertadores da América, contra o Boca Juniors. O jogo está marcado para o próximo dia 9 de dezembro no estádio Santiago Bernabeu.

A decisão de transferir a partida de Buenos Aires foi tomada pela Conmebol, a entidade que comanda o futebol na América do Sul, depois do atentado praticado por torcedores do River contra jogadores do Boca no último dia 24. Na ocasião, torcedores atacaram e apedrejaram o ônibus que levava os jogadores do Boca para o Estádio Monumental de Nuñez, do River, onde seria disputado o jogo de volta da decisão. Alguns atletas ficaram feridos, incluindo o capital do Boca, Pablo Pérez. O episódio levou ao adiamento da partida.

“O clube entende que a decisão desnaturaliza a competição, prejudica quem adquiriu ingressos e afeta a igualdade de condições, a partir da perda da condição de mandante [do jogo]”, diz o texto divulgado pelo River Plate.

O jogo de ida, disputado no dia 10 de novembro, no estádio La Bombonera, do Boca, terminou empatado em 2 a 2.

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A mudança da partida foi tomada pela Conmebol com base legal, uma vez que o artigo 35 do regulamento da Copa Libertadores prevê que, caso uma partida não seja disputada por causa de eventuais dificuldades, caberá a ela definir de forma unilateral uma nova data e local, sem necessidade de acordo entre os clubes.

“A responsabilidade pela falha da operação de segurança do dia 24 deste mês, ocorrida fora do perímetro montado pelo evento, foi, pública e notoriamente, assumida abertamente pelas mais altas autoridades do país”, diz a direção do River, que se isentou de qualquer responsabilidade pelos atos de vandalismo e violência.

O Boca, por sua vez, usou o regulamento da Libertadores para pedir os pontos da partida e, consequentemente, ser declarado campeão da competição sem a necessidade de entrar em campo contra o River.

O Tribunal de Disciplina da confederação sul-americana determinou na última quinta-feira que o River Plate terá de pagar uma multa de 400.000 dólares e disputar duas partidas de torneios da entidade com portões fechados por causa dos incidentes envolvendo seus torcedores no último dia 24.

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A nota do River diz que mais de 66 000 pessoas aguardaram dentro do estádio Monumental de Núñez, durante horas, até que fosse tomada a decisão de adiamento do jogo, e que se nega ao público, “injustificadamente”, a possibilidade de ver o jogo de perto, devido à distância do novo local e aos custos de uma viagem.

“São graves e severos os prejuízos para os sócios e torcedores do River, que adquiriram seus ingressos com enorme esforço econômico para o jogo programado para o dia 24 e que se vêem seriamente prejudicados e discriminados por esta decisão”, acrescenta o comunicado.

“Por tais motivos, nos reservamos a exercer todas as ações que ajudem o River na defesa de seus legítimos interesses”, conclui o texto, assinado pelo presidente do clube, Rodolfo D’Onofrio.

(Com a EFE)

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