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Rivaldo se diz triste: ‘Acabará o ano e não jogarei 90 minutos’

Nos primeiros jogos sob o comando de Adilson Batista, quando era titular incontestável e homem de confiança do técnico, Rivaldo já se dizia ansioso para jogar por 90 minutos pela primeira vez desde sua estreia no São Paulo, em fevereiro. Hoje reserva, mesmo decisivo, ele se irrita por constatar que é ainda mais improvável atuar uma partida completa.

‘Vai terminar o campeonato e ainda vão perguntar por que não jogo 90 minutos… É o treinador que faz a opção. Sempre tenho condição de jogar os 90 minutos. O problema é que duvidam porque tenho 39 anos’, comentou o meia à rádio Estadão/ESPN, admitindo estar chateado com a situação.

‘Mágoa não tenho, mas fico triste por existir dúvida. Não tem treinador, presidente, diretor ou torcedor que sabe mais do que eu das minhas condições. Contra o Palmeiras, no intervalo, a comissão técnica mostrou dados provando que ninguém tinha corrido mais do que eu. Mas saí faltando uns 15 minutos’, questionou o jogador que evitou a derrota do time para o Botafogo nesse domingo, no Engenhão, e esteve perto de fazer o gol da virada.

Diferentemente do que ocorreu quando o Tricolor foi eliminado da Copa do Brasil pelo Avaí – o veterano se disse humilhado por Paulo César Carpegiani por não ter entrado em campo no jogo decisivo -, o camisa 10 quer evitar polêmica dessa vez. Mas rebate qualquer explicação de Adilson Batista para justificar seu status no elenco.

Rivaldo sempre frisa que pelo Bunyodkor, do Uzbequistão, seu último clube antes do Tricolor, sempre atuou por 90 minutos. E não admite quem contesta a intensidade de suas atuações em um país com pequena importância no futebol. ‘Futebol tem 90 minutos em qualquer lugar’, reclamou.

‘Na minha estreia, há sete meses, quando poderiam achar que eu ainda estava entrando em forma, joguei 90 minutos. Se aguentei naquela época, por que não agora?’, continuou Rivaldo, que alega ter o apoio do grupo. ‘Jogadores como o Fernandinho, por exemplo, me perguntam: ‘o que você faz para não parar de treinar?”

Diante da escassez de oportunidades, o veterano, frisando sempre estar mais feliz com Adilson do que com Carpegiani, ainda não quer falar sobre renovação do contrato que acaba em dezembro. ‘Temos a opção de prorrogar, mas vamos esperar o São Paulo ser campeão que fica mais fácil’, desconversou Rivaldo.