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Rio promete entregar obras no prazo. Algumas mal começaram

Maior parte dos 33 complexos esportivos está em fase inicial de construção

Por Luiz Felipe Castro - 11 ago 2014, 15h41

O primeiro dos 45 eventos-teste dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro 2016, na Baía de Guanabara, terminou no sábado com o saldo do brasileiro Robert Scheidt em quarto lugar da classe Laser e com a constatação de que ainda é preciso muito trabalho para despoluir as águas onde vão ocorrer as regatas olímpicas. A dois anos do início da Rio-2016, a maior parte dos 33 complexos esportivos que vão abrigar as competições ainda não está pronta. Dentre as maiores preocupações da organização, estão o Complexo Esportivo de Deodoro e a Baía de Guanabara, ainda muito poluída. Obras de infraestrutura e mobilidade urbana também precisam ser aprimoradas para que os torcedores possam se locomover sem transtornos pelas quatro regiões que abrigarão os Jogos (Barra, Copacabana, Maracanã e Deodoro). O Maracanã, que receberá as cerimônias de abertura e encerramento, e a Arena Olímpica, sede da ginástica, já estão funcionando e vão precisar de alguns ajustes para receber os eventos. Diante deste cenário, o prefeito Eduardo Paes e o Comitê Organizador esbanjaram otimismo e prometeram dar ao Rio o maior legado olímpico da história.

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Rio-2016

Orçamento total: 37,6 bilhões de reais

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Recursos privados: 57%

Recursos públicos: 43%

Modalidades: 42

Instalações esportivas: 37 (33 no RJ e quatro estádios de futebol em SP,MG,DF e BA)

Abertura: 5 de agosto de 2016

Encerramento: 21 de agosto de 2016

No início do mês, Paes informou que o orçamento total dos jogos será de 37 bilhões de reais, a maior parte bancada pela iniciativa privada. “Estes são os Jogos do recorde de recursos privados. Teremos o maior legado da história das Olimpíadas”. Em discurso inflamado, Paes comparou fotos do Maracanã e do Engenhão com uma imagem de 2010 do Estádio Olímpico de Londres, para justificar a tese de que o Brasil está mais avançado que a capital inglesa, a dois anos da abertura. Detalhe: ao contrário dos palcos brasileiros, o estádio inglês não existia antes dos Jogos de 2012. De acordo com Joaquim Monteiro, presidente da Empresa Olímpica Municipal, órgão da prefeitura que coordena todos os projetos, 55% das instalações esportivas já estão prontas e todos os projetos de infraestrutura já foram inciados. “Estamos orgulhosos do andamento das obras.”

Mas ao visitar as obras a impressão é que não se pode perder tempo. Ao todo, a Olimpíada de 2016 terá 29 instalações permanentes e oito temporárias. Todas já tiveram suas obras iniciadas e têm prazo final de entrega estipulado pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) para janeiro de 2016. Estruturas grandiosas como a vila olímpica, o centro de imprensa e o campo de golfe estão em estágio inicial e o prefeito carioca afirmou que deve haver uma “tranquilidade vigilante” em todas as instalações.

Mobilidade – Os Jogos Olímpicos serão divididos em quatro grandes sedes – Barra, Deodoro, Copacabana e Maracanã – e as longas distâncias entre elas exigem reformas no transporte público. Recentemente, foi inaugurado o corredor expresso de ônibus BRT Transcarioca, linha rápida que liga o Aeroporto Internacional do Galeão ao terminal de ônibus Alvorada, na Barra da Tijuca, bairro onde estará a vila olímpica. O sistema está em funcionamento e agrada a maioria dos usuários. Até 2016, o corredor do BRT (Bus Rapid Transit, em inglês) terá 45 estações e deve atender 450.000 passageiros diariamente, segundo a prefeitura. A linha 4 do metrô, que ligará Ipanema à Barra – fundamental no fluxo de torcedores -, tem previsão de entrega para o primeiro semestre de 2016.

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