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Rio inicia obra do velódromo para os Jogos Olímpicos

Orçamento para construção é de R$ 136,9 milhões, quase dez vezes mais que o do antigo velódromo erguido para o Pan-Americano de 2007, demolido em 2013

A construção do velódromo que vai abrigar as provas de ciclismo em pista nos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016, começou nesta semana. Localizada no Parque Olímpico, a estrutura tem orçamento previsto de 136,9 milhões de reais, quase dez vezes o custo do velódromo dos Jogos Pan-Americanos de 2007. A antiga pista, construída exclusivamente para o Pan por 14,1 milhões de reais, não recebeu homologação da União Ciclística Internacional (UCI) por ter um grau de inclinação diferente do exigido para a Olimpíada, por abrigar pilares que atrapalhavam a visão do público e dos árbitros e pelo número insuficiente de assentos. A pista foi desmontada em 2013 e segue estocada enquanto aguarda a prefeitura de Pinhais (PR), na região metropolitana de Curitiba, concluir a licitação para transportar a estrutura. Goiânia, que deveria receber a pista, recusou-a pelo alto custo de montagem e manutenção.

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O velódromo olímpico está sendo construído pela Tecnosolo Serviços de Engenharia S.A., vencedora da licitação realizada pela prefeitura, através da Empresa Municipal de Urbanização (RioUrbe) e da Empresa Olímpica Municipal (EOM). O Ministério do Esporte vai repassar 136,9 milhões de reais à prefeitura do Rio para a obra, além de 7,2 milhões de reais para o custeio de operação por 23 meses. Ao contrário de outras instalações do Parque Olímpico, o velódromo será permanente, com capacidade para 5.000 lugares fixos e 800 provisórios. A arena de ciclismo também vai permitir mudança de configuração para abrigar outros esportes eventualmente.

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Promessa – Em agosto de 2012, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, chegou a garantir que não iria demolir o antigo velódromo. “Podem vir com todos os argumentos técnicos, não vou demolir. É um simbolismo muito ruim começarmos nossa Olimpíada dizendo que uma coisa que teve investimento público será demolida”, disse na época. Mas, três meses depois, o prefeito decretou a destruição do velódromo do Pan, alegando que o trabalho para reformá-lo para a Olimpíada seria superior ao gasto extra.

(Com Estadão Conteúdo)