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Rio-2016 volta a ‘lamentar’ o furto, mas não explica o caso

COB se limita a divulgar nota tentando encerrar o assunto e ministro do Esporte diz que comitê resolveu problema. Mas muitas perguntas seguem sem resposta

Em nenhum momento o comitê do Rio explicou se todos os dez funcionários copiaram os dados ou se há diferença no papel de cada um no episódio. E também ainda não se sabe quem era o responsável direto pela parte da equipe envolvida no escândalo

O governo federal e o Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016 consideram superado o escândalo do furto de dados praticado por representantes brasileiros em Londres-2012. O episódio, revelado na semana passada, foi tema de uma segunda nota oficial do comitê e de uma breve declaração do ministro do Esporte, Aldo Rebelo. Nos dois casos não há qualquer informação nova sobre o caso. A Rio-2016 se limitou a repetir o que já tinha dito na sexta-feira: que “lamenta” o ocorrido, que todos os culpados foram afastados e que a relação com o comitê de Londres segue inabalada. O ministro também lamentou o escândalo, mas pareceu dar o assunto por encerrado, dizendo que o comitê “agiu corretamente” e ressaltando a cooperação entre britânicos e brasileiros. Em ambos os casos, as declarações das autoridades ligadas ao esporte não resolveram o problema mais grave decorrente do episódio: a perda de credibilidade da Rio-2016. Sem responder às principais dúvidas que cercam o caso, os brasileiros deixam a pior imagem possível para a organização dos Jogos.

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Um dos argumentos que a cúpula da Rio-2016 usa para afastar qualquer pedido de explicações do governo sobre o furto de informações confidenciais do comitê Londres 2012 por dez funcionários do comitê brasileiro é o de que como não há verba pública na Rio 2016, não há explicações a dar para Brasília. Independentemente de ser um argumento que despreza a opinião pública, não chega a ser 100% verdadeiro: todo o eventual déficit da Rio 2016 será coberto pelo governo federal. E o comitê já avisou que em meados de 2013, o primeiro déficit quase que certamente aparecerá.

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(Com Agência Estado)